A cirurgia bariátrica pode trazer muito mais benefícios à saúde do que a perda de peso. Ela pode ajudar no controle do diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença que atinge 13 milhões de brasileiros. O benefício foi observado em pacientes obesos que, depois de operados, além de emagrecerem, tiveram o diabetes tipo 2 controlado e as complicações amenizadas. 
O cirurgião bariátrico Dr. Rodrigo Rios destaca a cirurgia bariátrica no combate às comorbidades típicas da obesidade, entre elas o diabetes tipo 2. “A cirurgia é uma opção para o controle do diabetes tipo 2 em pacientes obesos ou até magros que não têm boas respostas através dos remédios. O paciente que faz a cirurgia bariátrica já sai do hospital com o diabetes sob controle, sem a necessidade de medicamentos”.
A cirurgia do bypass gástrico é apontada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica como a mais eficiente para os casos de controle do diabetes. “É a técnica mais utilizada e com melhores resultados porque aumentam os hormônios incretínicos”, salienta Dr. Rodrigo, que comanda uma equipe há mais de 10 anos e com cerca de 2 mil cirurgias bariátricas realizadas em Campos.
A indicação da cirurgia bariátrica e metabólica é para pacientes com IMC a partir de 35 kg/m² com doenças associadas ou acima de 40 kg/m², sem a presença obrigatória de outras enfermidades. Entretanto, um novo método surge no Brasil para os pacientes diabéticos com IMC até mesmo inferior a 30 kg/m². É a cirurgia freio neuroendócrino, desenvolvida pelo médico Aureo Ludovico de Paula, mas que ainda não foi aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
“Esta cirurgia ainda está em caráter experimental no Brasil e ganhou notoriedade depois que o apresentador Faustão e o ex-jogador Romário a fizeram. Penso que é uma cirurgia válida para diabéticos com IMC entre 25 e 35 kg/m², mas que requer mais estudos profundos para ser liberada pelo CFM”, opina Dr. Rodrigo, explicando que tal cirurgia consiste em alterar a posição do íleo, que é a parte final do intestino delgado, onde são secretados hormônios que estimulam a ação da insulina no pâncreas. 
A diabete do tipo 2 é a forma mais comum da doença – corresponde a 90% dos casos. Afeta geralmente pessoas obesas com mais de 40 anos de idade. Ao contrário da diabete do tipo 1, que costuma ter raízes hereditárias, a do tipo 2 surge como consequência de maus hábitos alimentares e sedentarismo.

Texto produzido em: 20/02/2017