Começamos, nesta edição, a expor alguns princípios e aplicações da Medicina Nuclear numa linguagem simples para leitores médicos ou não.
Iniciamos com a cintilografia do miocárdio ou de perfusão miocárdica, uma vez que o número de infartos que acomete os brasileiros ainda é grande – e reduzir mortes por infarto e outras intercorrências cardíacas é uma atitude importante para todos.
* O que é? Trata-se de um dos exames funcionais da área da medicina nuclear, cujo objetivo é avaliar o fluxo sanguíneo coronariano e sua distribuição no músculo cardíaco e, assim, detectar possíveis falhas na irrigação.
* Quem vai se beneficiar com o exame? Pacientes com fatores de risco (Hipertensão, Diabetes, Obesidade) com sintomas (dor no peito) ou não, pacientes já submetidos a angioplastias, cirurgias cardíacas, vasculares, arritmias etc. É indicado, ainda, para avaliar a extensão do infarto em paciente já acometidos.
* Como é o procedimento? No momento da marcação, o paciente recebe instruções e um preparo para a data do exame, que é realizado em duas etapas: REST (repouso) e Stress,  que seria esforço físico em esteira ou mediante estresse induzido por fármaco vasodilatador (dipiridamol). O tipo de estresse é determinado pelo médico solicitante e realizado na clínica por cardiologista, equipe técnica e médico nuclear.
* Quais os benefícios? Identifica eventos cardíacos frente à situação de estresse antes do paciente ter sintomas (dor no peito). Não invasivo, máquina aberta; seguro (não provocando alergias) e com menor radiação do que Tomografias, além de rápido (quando comparado à Ressonância cardíaca).

             

 


* Dra. Cíntia Carvalho Ribeiro Gonçalves - Médica Nuclear, responsável técnica da Cintilog Diagnósticos, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Colégio Brasileiro de Radiologia.