A queda no repasse dos royalties do petróleo e a grave crise financeira que assola o Brasil, o Rio de Janeiro e os municípios do Norte fluminense requerem atenção e busca por alternativas. O lema da cidade de Campos, por exemplo, é repensar o modelo econômico para além das verbas oriundas dos barris de petróleo. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Victor de Aquino, revelou ao Mania de Saúde que a nova gestão municipal tem estudado projetos e medidas para amenizar os efeitos da crise a médio e longo prazo.
“Sabemos que a situação dos royalties nunca mais será a mesma que já foi um dia e que a projeção é de diminuir gradativamente. Precisamos fazer o que ninguém fez, que é o de pensar Campos para além do petróleo. A gestão atual tem isso como meta e está trabalhando para que novas iniciativas aconteçam”, disse.
O Plano de Metas 2017/2020 reúne propostas para pensar Campos para além dos royalties, buscando atrair investimentos que fomentem setores tradicionais da economia e também os empreendimentos presentes na região, como o Porto do Açu e o Complexo Barra do Furado, favorecendo a integração de setores com geração de empregos e receitas para o município.
“Vamos buscar a interligação dos portos da região, o do Açu, o de Barra do Furado e o de Presidente Kennedy, no Espírito Santo, com o nosso aeroporto, que será um importante canal de carga e offshore. Isso atrairia empresas e aumentaria a receita de ISS (Imposto Sobre Serviço) do nosso município”, conta o secretário de Desenvolvimento Econômico, lembrando que Campos arrecada praticamente o mesmo valor de ISS que São João da Barra.
A reestruturação do Aeroporto Bartolomeu Lysandro vai agregar vantagens na logística de cargas para as diversas empresas que operam nos mais variados ramos do setor de produção, como, por exemplo, empresas do setor naval, portuário, da indústria do petróleo e do comércio. Paralelo a isto, caminha o desenvolvimento do projeto para conclusão do Complexo de Barra do Furado.
“Sou tataraneto de Julio Feydit, que foi delegado de polícia, vereador e prefeito de Campos no século 19 e mudou a cidade com obras de extensão da rua Formosa, com a ampliação da Beira Valão e com o Passeio Municipal, que depois se tornou um trecho importante da Avenida 28 de março. Eu, como arquiteto e urbanista que sou, e agora no cargo de secretário, me sinto na obrigação de fazer mais pela minha cidade, como meu tataravô fez um dia. Se fizer 10% do que ele já fez, vou ter contribuído bastante para o desenvolvimento da nossa Campos, que vai, por consequência, influir na economia de toda a região”.

Texto produzido em: 24/06/2017