Dr. Paulo Cavalcanti Apratto Júnior

Ele é responsável pela disciplina que ilustra o espírito do curso de medicina da Faculdade Redentor. Ao ministrar as aulas de Saúde e Sociedade, o Dr. Paulo Cavalcanti Apratto Júnior vem passando, aos alunos, sua experiência na área da saúde da família, que é uma das principais preocupações do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde para a formação de novos médicos no Brasil.

É a partir dela que os universitários estão tendo contato com a realidade do SUS e das unidades básicas de saúde, percebendo, in loco, o quanto a população deseja um tratamento ainda mais humanizado da medicina. 

Médico geriatra, doutor pela UERJ e atualmente fazendo pós-doutorado, Dr. Paulo Apratto falou, ao Mania de Saúde, como os alunos estão recebendo essa nova proposta de ensino e como eles vêm aderindo ao olhar da atenção básica de saúde – atitude que, segundo ele, mudará, para melhor, a saúde da população. Confira.  

Mania de Saúde – O que significa um curso de medicina desse porte para Itaperuna?

Dr. Paulo Apratto – É um grande desafio porque a região precisava de um curso voltado para a atenção básica. É isso que a Redentor está trazendo. Não é um curso como outro qualquer. Ele está seguindo, desde o início, todas as diretrizes que o MEC quer para a atenção básica, para o PSF, para as unidades de saúde. 

Mania de Saúde – Nesse começo, como o Sr. sentiu os acadêmicos? 

Dr. Paulo Apratto – Vieram 80 alunos de diversos lugares do país. Tem gente da fronteira com o Uruguai, de São Paulo, Curitiba, Maceió, Minas, Rondônia, o Brasil inteiro está aqui representado. Eles estão muito empolgados, bastante animados. A empolgação deles está nos contagiando. 

Mania de Saúde – A área da saúde no município é satisfatória?

Dr. Paulo Apratto – Itaperuna tem excelentes especialistas, a exemplo de geriatras, cardiologistas, neurologistas, entre muitos outros. A atenção básica necessita de uma boa infraestrutura, mas o município conta com bons hospitais, postos de saúde, possui toda uma estrutura preparada para receber a atenção básica. Itaperuna tem o grande desafio de estruturar essa rede de atenção, mas já é um bom começo.

Mania de Saúde – Como o Sr. acha que a disciplina Saúde e Sociedade vai contribuir para essa realidade?

Dr. Paulo Apratto – Sou coordenador e professor da disciplina Saúde e Sociedade. Vou ensinar para os alunos a questão do SUS, do trabalho humanizado da saúde e iniciá-los na atenção básica, no atendimento do PSF. Esse é o diferencial do curso da Redentor. Eles começaram agora e já estão dentro dos postos de saúde, vendo os pacientes, as famílias e tudo o que o PSF faz. Grupo educativo, visita domiciliar, atendimento à criança, ao homem, a mulher, ao idoso, tudo. Esse aluno que chegou agora já está tendo contato com essa realidade. É isso que o MEC e o Ministério da Saúde desejam: que o aluno já comece a ter práticas para se tornar um excelente médico desde o primeiro ano de medicina.

Mania de Saúde – A experiência como médico do PSF ajuda?

Dr. Paulo Apratto – Sem dúvidas. Sou professor da Redentor desde 2000. Dava aula na pós-graduação em saúde da família, que já é um curso da Redentor bem antigo. Além de dar aula na Redentor de Itaperuna, dei aula no Brasil inteiro, pela Redentor, nesse curso de saúde da família. Então, trazer essa experiência para a realidade do curso de medicina foi fácil. 

Mania de Saúde – Muitos médicos seguem a linha acadêmica?

Dr. Paulo Apratto – É raro. O médico segue mais a linha do atendimento. No meu trabalho, consigo unir os dois, a assistência e o academicismo, porque eu gosto muito de ensinar. Acho que o médico que consegue ultrapassar essa barreira e ensinar como fazer, e fazer correto, é o que tem de melhor. 

Texto produzido em: 20/08/2015