Quem tem um gato sabe o quanto o animal desperta a afetividade nas pessoas, mesmo parecendo não se importar muito com elas. Não é à toa que os bichanos estão se tornando mais populares nos dias de hoje. A independência que os gatos possuem em comparação aos cachorros, por exemplo, é um grande atrativo. Mas nem por isso os cuidados devem ser menores. Pelo contrário. Os gatinhos exigem uma atenção especial, que ajuda a manter a integridade física do bichinho, bem como proporciona mais segurança aos donos.
    Quem explica o assunto é a médica veterinária Dra. Lina Goulart, da Procamp. “Os gatos são mais independentes. Você não precisa levá-lo para passear como faz com um cachorro. A popularidade dos gatos vem aumentando por conta disso. Mas é preciso tomar algumas medidas para garantir saúde e bem-estar ao animal. A primeira é castrá-lo bem cedo. Não existe uma idade máxima para castração, mas o ideal é fazer quando o gato está novinho. E, no caso da fêmea, antes do primeiro cio. Isso ajuda a diminuir a incidência de algumas doenças, como os problemas na próstata, no testículo e, se você castra novinho, o macho não vai ficar marcando território, urinando nos cantos, deixando um cheiro ruim no ambiente. Com a castração, os caracteres sexuais secundários não serão desenvolvidos, então, os animais não têm essa libido. Os gatos não vão fugir. Isso evita atropelamentos, além do contato com gatos de rua. Com a fêmea, não vai existir o risco de câncer de útero e ovário, além do câncer de mama, por exemplo”, afirma Dra. Lina.  “Manter a saúde do gato em dia é fundamental. Porque se ele não é castrado, pode fugir e se envolver com gatos de rua, que têm um índice de contaminação muito grande. Eles podem se infectar e as pessoas desconhecem isso”, acrescentou.
    O calendário de vacinação, segundo Dra. Lina, deve ser seguido à risca. “Existe, inclusive, a campanha ‘Miou, Testou’, para conscientizar os donos quanto à prevenção. Muita gente desconhece as doenças infectocontagiosas às quais o gato está sujeito, como é o caso das siglas FIV e FeLV, conhecidas como a aids e a leucemia felina. A partir de um teste veterinário simples, detectamos se existe uma preocupação a mais com o gato ou se o dono pode ficar tranquilo com a saúde do animal”, ressaltou. 
Por fim, Dra. Lina lembra que a indústria também se diversificou muito, o que facilita para os donos melhorarem o conforto dos gatos. “Hoje há uma série de brinquedos e produtos, que evitam até que o gato fique arranhando móveis pela casa. Para evitar isso, o dono pode colocar um arranhador ao lado do sofá. É importante também que o gato se exercite, para evitar a obesidade e algumas doenças. Indo a um pet-shop, o dono pode encontrar vários brinquedos. Isso para não falar na quantidade de produtos de higiene, que melhoram a qualidade do ambiente para o gato sentir-se saudável e bem cuidado”.

Texto produzido em: 20/10/2016