Muito se fala hoje em dia no profissional criativo, na necessidade de soluções criativas no ensino e no universo profissional, mas, será que sabemos realmente o que seja e do que realmente trata a criatividade? 
Em busca de categorizações que vão além da definição do fenômeno criatividade, encontramos apoio em autores que em seus modelos teóricos e abordagens diversas, associam as atividades criadoras a uma articulação entre os demais elementos em torno da sua singularidade cognitiva, tais como imaginação, memória, reprodução, conhecimento, interações sociais, adaptação, associações, cultura, interpretação, combinação, sensibilidade, percepção, experiência, repetição, curiosidade, descoberta, emoção, expressão, produção artística, entre outras.
Dentre esta seleção teórica, primeiramente recorremos a Vygotsky. O autor estabelece dois tipos principais de atividade criadora: reconstituidora ou reprodutiva e combinatória ou criadora. A atividade reconstituidora ou reprodutiva, como o autor retrata, “Está ligada de modo íntimo à memória; sua essência consiste em reproduzir ou repetir meios de conduta anteriormente criados ou elaborados ou ressuscitar marcas de impressões precedentes”. 
Dessa forma, a atividade reconstituidora ou reprodutiva nada cria de novo, baseada na repetição e na experiência anterior. A atividade combinatória ou criadora pode ser definida como aquela que cria algo novo, imagens ou ações e não a simples reprodução de impressões de experiências anteriores. (continua)

Texto: 20/02/2016