As Novas Tecnologias, e a crescente necessidade de informação e atualização fazem a noção de tempo passado cada vez maior. Assim como a falta de paciência, educação e bom senso apresentam-se cada vez maiores, em detrimento de uma pressa constante, característica ímpar de uma sociedade pós-moderna informatizada e onde tempo é dinheiro.

Durante uma das minhas aulas de História da Arte, em que fiz um retrospecto estilístico e estético, da Antiguidade Clássica aos dias atuais, vários alunos indagaram: “Professor, como é que conseguimos chegar nisto, se fazíamos uma Arte tão bonita,(...)?”, “(...) o que aconteceu no meio do caminho entre o clássico e o conceitual?”.

Interessante ressaltar que a Arte é feita por homens, e ao longo de sua história a produção artística vem permeando e narrando sua evolução. Se atualmente vivemos em uma sociedade com profunda crise de valores, com certeza a indagação dos alunos é parcialmente respondida.

Como dizia anteriormente, nos termos de movimentos artísticos e estilísticos, essa velocidade temporal em suas múltiplas formas de informação, contribui para uma elevada diversidade artística. Não que esteja garantida a qualidade. A partir de meados do século XX, a crescente urbanização, a angústia existencial e a onipresença das mídias, realizam uma verdadeira revolução nos conceitos sociais, econômicos e artísticos. Continua (...)

Texto: 20/10/2014