A professora de guitarra Paula Araújo Fernandes/Foto:Mania de Saúde

 

  

 Empunhar uma guitarra e solar para uma plateia cativa é um desejo comum a muitos dos jovens que passam a ter contato com o bom e velho rock n’ roll.  Basta ouvir um solo de algum clássico do estilo, ou se deparar com um antigo riff, para se imaginar numa situação dessas. Quantos não vidraram ao ver músicos como Jimmy Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page ou Angus Young eternizando uma série de notas nos ouvidos de muitas gerações?Por isso, no mês em que se comemora o Dia Mundial do Rock (13), o Mania de Saúde celebra a guitarra, o instrumento que entrou no imaginário das pessoas como símbolo do rock, ainda hoje capaz de atrair novos adeptos, que não deixam arrefecer a música responsável pelo nascimento de grupos como os Beatles e os Rolling Stones.De acordo com Paula Araújo Fernandes, professora de guitarra do Centro Cultura Musical de Campos, o instrumento continua a ser um atrativo para novos músicos, que, de cara, desejam fazer aquilo que o rock mais eternizou: os solos. “Recebo um grande número de alunos aqui e a maioria quer logo aprender a solar. Eles vem para guitarra pensando justamente nisso. São ouvintes de bandas como Van Halen, Led Zeppelin, AC/DC, entre outras, que ficam fascinados pelos clássicos desses grupos e sonham em tocá-los com eficiência, o que vai depender da capacidade de estudo e treino deles”, conta Paula, afirmando que, na guitarra, são precisos 2% de talento e 98% de dedicação. “O que mais conta é a prática. Há alunos que são extremamente dedicados e conseguem tocar uma música com perfeição em pouco tempo. Outros necessitam de mais esforço. Tudo depende da capacidade que cada um tem de praticar com regularidade, separando um bom tempo do dia para isso”.Enquanto a vontade de tocar um clássico do rock toma o imaginário dos alunos, a própria arte musical traz outros benefícios que vão além das seis cordas, conforme acrescenta Paula.  “O estudo de música dá uma grande noção de disciplina, o que acaba influindo diretamente no dia a dia da pessoa. O desempenho na escola, por exemplo, melhora de forma expressiva. Daí a importância até do apoio dos pais, que é fundamental para o aluno seguir em um instrumento”, orienta.Outra vantagem da guitarra, segundo a professora, é o uso dos efeitos, que a torna ainda mais atrativa. “Só de ligar uma distorção e bater um acorde, a guitarra já dá um som incrível, que qualquer ouvinte de rock reconhece com facilidade. Há uma série de efeitos que podem ser usados, deixando o aprendizado ainda mais interessante”.Num mundo onde os grupos famosos mais antigos estão justamente no rock (vide os Rolling Stones, com 52 anos de estrada), Paula lembra o poder do estilo musical em se manter eterno. “O rock é imortal. Quando toca uma música dos Beatles ou do AC/DC, composta há décadas, é como se tivesse sido escrita hoje. Todos conhecem e cantam. Mas quantos, por exemplo, você vê cantarolando ‘Ai se eu te pego’? Não é desmerecendo os estilos, mas muitos deles são efêmeros, passageiros. O rock é diferente. É sólido. Por isso atrai tanta gente, por tanto espaço de tempo, que continuará mostrando o quanto esse tipo de música é bela e poderosa”, finalizou.

 

 

Texto produzido em: 12/06/2014