Sthevo Damaceno

Sthevo Damaceno

O jogo da amarelinha

É incrível como alguns livros conseguem mudar a vida de inúmeras pessoas a nossa volta, desde clássicos absolutos como “Crime e Castigo” ou “Cem anos de solidão” até best-sellers mais recentes, como as séries de Dan Brown ou de J. K. Rowling. Mas nenhum deles parece despertar uma reação tão visceral, talvez, do que o famoso Rayuela, ou... (continua)

O caos na ortografia

Quem lê “Campos dos Goytacazes” grafado assim, com “y”, já se acostumou com o nome da cidade sendo escrito dessa maneira, não é mesmo? Poucos devem se perguntar como esse “y”, conhecido também como o “i grego”, foi se misturar a um nome tupi – logo aqui, na planície, fazendo uma junção que não tem sentido sequer... (continua)

A literatura é fantástica

Dias atrás, alguém veio me perguntar por que eu falava tanto de livros, em um tempo que parece desprezá-los. Bem, o fato de alguma coisa não “estar em evidência” não significa, necessariamente, que ela não exista. Lembrei ao meu interlocutor que a Divina Comédia, por exemplo, passou alguns séculos meio na obscuridade, até ser resgatada pelos... (continua)

A voz de Rubem Fonseca

Eis que meu amigo Rogério me pede um depoimento sobre Rubem Fonseca. O Rogério e outros leitores vieram falar comigo da crônica em que narrei a trajetória do Otto Lara Resende, publicada na edição passada. Não foi inteiramente sobre o Otto, mas vá lá. Quem julga não sou eu. Mas quis saber o motivo do apreço. Foi surpreendente a história do Otto,... (continua)

Vocês me fazem lembrar do Otto...

Quem é um pouco mais velho, ou conhece bem o cronismo brasileiro, deve se lembrar da figura saudosa de Otto Lara Resende, um dos “quatro cavaleiros de um íntimo apocalipse”, na definição de Drummond (os outros eram Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino). Este epíteto, aliás, era sugestivo: os quatro mineiros saíram de uma Belo Horizonte... (continua)

O prazer do poema

Quem me lê neste espaço, ou me conhece há algum tempo, deve saber da minha ligação com a poesia. Pois bem. Hora ou outra algum amigo me pergunta qual é a graça de ler poemas ou de valorizar poetas mais do que algum ídolo da atualidade. Vou dizer o por quê. Mas, antes, preciso fazer um adendo. Ou melhor, uma confissão: tenho a maior pena dos jovens que idolatram... (continua)

Essa história dá samba...

Depois que Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling escreveram uma biografia sobre o Brasil, não causa mais tanta surpresa um livro que trate de temas históricos (e amplos) como se fossem um personagem de carne e osso. A exceção parece ser o jornalista Lira Neto, com  “Uma história do Samba – As origens”.  A obra, que despontou no mercado editorial este ano,... (continua)

Alguém já viveu a tua vida hoje?

Alguém já viveu a tua vida hoje? Talvez você nunca tenha se questionado a esse respeito, mas certamente passou – e passa – por inúmeras situações em que os outros tentam decidir a tua vida por você.  O julgamento que as pessoas têm uma das outras é, desde tempos imemoriais, a maior causa de incompreensão entre os homens. Basta ler as... (continua)

Mais estranho do que a ficção

Até pouco tempo, debater a identidade nacional era quase um dever cívico para muitos brasileiros. Que país é este, não é mesmo? Lembro-me de que, na faculdade, não eram poucos os que iam à biblioteca atrás de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, na tentativa de captar as raízes do Brasil.   Mas vejam só, que coisa. Desde as... (continua)

Uma viagem na Infinita Highway

No ano passado, as livrarias brasileiras receberam uma obra que faltava nas estantes dedicadas ao rock nacional: “Infinita Highway - Uma Carona Com Os Engenheiros do Hawaii” (Ed. Belas Letras), de Alexandre Lucchese. Com ela, o jornalista paranaense preencheu uma lacuna sentida há muito tempo pelos que apreciam o trabalho do grupo e do seu líder, Humberto Gessinger.  Afinal, desde os anos 1980, o... (continua)