Fernando da Silveira

Fernando da Silveira

Fernando da Silveira é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, advogado, professor da Faculdade de Direito de Campos. É membro da Academia Campista de Letras e colunista/colaborador do Jornal Mania de Saúde.

O Brasil não pode perder a sua alma

Eu me sinto, embora figurinha da classe média, com muita honra latino-americano. Não nego, porém, que sentimentos atávicos decorrentes da luta de Portugal contra a Espanha para se manter independente e que o fez se lançar aos braços da Inglaterra, bem como os conflitos dos brasileiros contra, sobretudo, os nossos vizinhos argentinos e paraguaios (vergonhosamente, às vezes, para... (continua)

A arte de se pinçar as coisas boas da vida

“Como a ideologia e a religião, a arte é uma tentativa de dar sentido à vida”. – Michel Laub.   Não sou noveleiro, na acepção de pessoa que adora telenovela, isto é, que não perde um capítulo das novelas teatralizadas e apresentadas pela televisão, mas, embora não tendo acompanhado o desenrolar da badalada “A Regra do... (continua)

O Brasil era bem melhor, na época do Sustincau

“A menininha pedindo aos pais para lhe comprar o ‘sustincau’ e o escritor Otto Lara Resende a observando atentamente”. – Carlos Duarte a registrar numa reportagem episódio sem grande interesse jornalístico para os insensíveis de carteirinha.      Vou de plano avisar os navegantes, que escreverei com letras maiúsculas Moreninho Maroto e Sustincau,... (continua)

Arte, refúgio dos malucos beleza?

“Como se pode classificar de ‘juízo estético’ o que envolve subsumir particulares a uma lei de entendimento e ao mesmo tempo que se trata de um sentimento”. - José Gualda Dantas.   Parece-me nestes nossos dias que correm tão loucamente, que o “sentimento estético” está capitaneado por um “juízo estético”... (continua)

Uma volta ao realismo?

Consciente de que sou um Matusalém, no jornalismo, além de advogado quase me tornando de vez velho coroca, mesmo assim e, talvez por isto mesmo, ando colocando a minha colher de pau, na salada literária, que só me é lícito saboreá-la. Poderia até salientar que a minha loucura congênita associada à esclerose me levam, ultimamente, a só me deter como leitor... (continua)

O mundo cruel dos Tartufos de todos os matizes

“Não me surpreende o rosário de desatinos que a mídia nos traz diariamente, pois, se o homem jamais se afastou de fato do estado de todos contra todos, por que esperar algo melhor das máquinas com cara de gente da pós-modernidade?”. – ponderação tida numa mesa de bar, como proferida por Robin Williams, poucos dias antes de cometer o suicídio. Os... (continua)

A literatura sem poder de fogo?

“(...) O efêmero e o volátil parecem derrotar o permanente e o essencial. Vive-se a angústia do que não pôde ser e a perplexidade de um tempo sem verdades seguras. Uma época aparentemente pós-tudo: pós-marxista, pós-kelseniana, pós-freudiana”.- Luís Roberto Barroso. Eu acrescentaria, no pós-tudo elencado pelo ministro Luís... (continua)

Viva a bendita esculhambação!

“Tanto andam agora preocupados em definir o conto que não sei bem se o que vou contar é conto ou não, sei que é verdade”. – Mário de Andrade. É mais velha do que a Sé de Braga a mania de certos artistas, sobretudo os literatos, de classificar tudo aquilo em que colocam as mãos. Como os primeiros jornalistas foram pinçados nos redutos... (continua)

Céu de nuvens cor de chumbo feição da morte

“As chuvas criadeiras, duradouras, mansinhas e fecundas são uma dádiva da Natureza, mas as grandes tempestades, que fazem parte significativa da água torrencial se perder indo para o mar, não passam de artes, de artimanhas do demônio”. – Luiz de Souza Ribeiro. Consciente de que as florestas regulam as chuvas e as tempestades, o doutor Luiz de Souza Ribeiro, que foi durante... (continua)

A crise hídrica como consequência da crise da sensibilidade

Da direita para esquerda: Governador Miguel Couto Filho; Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira; Secretário da Agricultura Moacyr Gomes de Azevedo e o chefe da Divisão de Ensino e Divulgação Rural do RJ, Dr. Domingos Abbes, no lançamento da Campanha de Reflorestamento. “Como disse Schiller, ‘o homem só é completamente humano quando brinca’. É que... (continua)