Saiba como proteger o seu filho!

Saiba como proteger o seu filho!

O verão enfim chegou e os dias ensolarados se tornam um convite irresistível para as crianças brincarem à beira do mar ou da piscina, não é mesmo? No entanto, na medida em que os termômetros sobem, é importante tomar alguns cuidados para garantir que essa estação do ano seja sinônimo de diversão e bem-estar ao invés de riscos à saúde.

Bastam alguns poucos minutos de desatenção, por exemplo, para que a pele da criança seja submetida a danos severos causados pelos raios solares, conforme alerta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). De acordo com a entidade, cerca de 75% da exposição solar acumulada durante a vida ocorre até os 20 anos, o que reforça ainda mais a importância da fotoproteção para evitar problemas dermatológicos no futuro.

Saiba como proteger o seu filho!Para abordar o tema, o Mania de Saúde ouviu a médica pediatra Dra. Cinthia Guimarães, que se dedica à área de dermatologia infantil e detalha como os pais ou cuidadores devem realizar a fotoproteção das crianças. “Para garantir uma proteção adequada, é recomendado o filtro solar físico para crianças entre 6 meses e 2 anos de idade e, acima de 2 anos, é liberado o filtro solar químico. Lembrando que o filtro solar deve ser aplicado minimamente 30 minutos antes da exposição ao sol. Também é importante utilizar chapéus e roupas com proteção UV, que ajudam a resguardar a saúde da pele”, afirma a médica.

A falta desses cuidados, segundo ela, torna a criança suscetível a vários problemas, entre eles, a insolação. “A insolação se manifesta naquelas crianças que ficaram expostas excessivamente ao sol ou expostas em ambientes muito quentes. Os sintomas e sinais clínicos são: temperatura corporal acima de 39,5º C, pele vermelha, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, vômitos, perda de consciência e desidratação. Ao detectar esses sinais, é recomendado que a criança tome banho fresco para reduzir a temperatura do corpo. Ofereça água para se hidratar e fique em um ambiente arejado. Os bebês que estão em aleitamento materno exclusivo devem ser estimulados a sugar o seio materno e devem ficar sem roupa. Neste caso, não há benefício com uso de medicamentos antitérmicos. Se não observar melhoras após essas medidas, a criança deve ser levada imediatamente à emergência”, alertou.

Outro aspecto a ser considerado, de acordo com Dra. Cinthia, diz respeito às queimaduras. “As queimaduras solares em crianças geralmente são de 1° e de 2° graus. No primeiro caso, a pele estará vermelha, quente e com dor. No segundo caso, além dessas alterações, haverá formação de bolhas. As seguintes medidas devem ser tomadas, antes de procurar atendimento médico: retirar a roupa e adereços que cobrem a área queimada. Se estiver aderida, molhar a região para que possa delicadamente retirar a roupa. A área queimada deve ser colocada debaixo de água fria (e não gelada). O resfriamento com água fria alivia a dor, limpa a lesão, impede o aprofundamento das queimaduras e reduz o edema. Compressas limpas e frias devem ser colocadas sobre a queimadura até que a dor desapareça. Não se deve usar gelo, nem furar as bolhas. Também não é recomendado passar nada na lesão: pomadas, produtos caseiros, pasta de dente, pó de café e pimenta, por exemplo, porque não trazem nenhum benefício e ainda podem favorecer a ocorrência de complicações infecciosas. Medicamentos para dor (adequados para idade) podem ser oferecidos. A criança deve ser envolta com lençol limpo, agasalhos, e encaminhada para atendimento médico, garantindo assim uma abordagem apropriada para uma recuperação eficaz”.