Seu filho está seguro no celular?

Houve um tempo em que as crianças passavam o dia se entretendo com brinquedos dos mais variados modelos e tamanhos. Hoje, porém, todos eles foram substituídos por apenas um dispositivo: o celular. Quem tem filhos em casa, por exemplo, sabe o desafio que é fazer as crianças utilizarem menos a tecnologia para curtir mais o convívio doméstico. Mesmo assim, basta elas crescerem para entrar na pré-adolescência e logo ganharem um celular de forma definitiva, agora abrindo margem para um outro problema: os golpes virtuais.
Afinal, tem se tornado cada vez mais comum ver aquele sobrinho ou aquele neto mandando mensagens pelo WhatsApp e fazendo ligações em vídeo, não é mesmo? Apesar de toda a proximidade e recreação promovida pela tecnologia, as crianças e os adolescentes vêm se tornando um dos principais alvos de golpes via-celular, sobretudo quando não são devidamente supervisionados por adultos.
Um dos golpes mais recorrentes, por exemplo, é o chamado Phishing. Já ouviu falar nele? Se não, é importante ficar atento. Segundo a Kaspersky, empresa produtora de softwares de segurança para a internet, Phishing é a maneira como os profissionais de cibersegurança chamam o uso de e-mails para induzir os usuários a clicarem em links ou anexos maliciosos. (“Olha só! Você vai gostar disso!”). O recurso também é empregado em mensagens de texto maliciosas, chamadas de Smishing. “Os e-mails de Phishing e as mensagens de Smishing podem aparecer a qualquer momento, mas os criminosos virtuais que os criam observam os sites populares entre as crianças e reúnem informações como endereços de e-mail e nomes de amigos para usar em seus golpes”, alertou a empresa.
Não por acaso, muitas famílias já vivenciaram esse problema quando, ao utilizar o celular dos avós, a criança baixou jogos de origem duvidosa, que exibiam pop-ups dessa natureza, requisitando a liberação de notificações. Ao clicarem para sair daquelas telas, acabaram dando permissões antes não autorizadas e os aplicativos logados no aparelho foram hackeados, incluindo e-mails e contas em sites de comércio eletrônico.
Atento a isso, o Mania de Saúde separou algumas dicas para preservar seu filho desse problema e garantir o uso seguro e correto de smartphones. Confira!
1) Antivírus atualizado – Tenha um app confiável contra vírus em seu celular. Ele deve estar sempre atualizado, devendo ocorrer uma varredura de forma regular. O mesmo vale para a sua loja de aplicativos. Hoje, elas vêm com verificações de segurança para analisar os apps instalados no aparelho.
2) Cuidado com jogos – Seu filho ou seu neto quer um jogo para se distrair numa reunião de família? Não o deixe baixar qualquer game. Verifique o jogo desejado, observe a quantidade de downloads e os comentários. Analise as permissões que o app vai requerer ao instalar e negue aquelas que não condizem com o objetivo do jogo. Observe também a existência de pop-ups maliciosos, que podem trazer download de malwares.
3) Observe os preenchimentos automáticos – Segundo a Kaspersky, é provável que as crianças não acreditem em príncipes nigerianos que oferecem um milhão de dólares, mas elas podem cair em golpes que oferecem prêmios, como acesso gratuito a jogos on-line. “Assim como nos casos de phishing, os criminosos virtuais podem usar sites populares entre as crianças para identificar possíveis vítimas e prometer algo em troca das informações do cartão de crédito dos pais. Evite, portanto, deixar sua conta principal logada no aparelho, com todas as informações financeiras. Se possível, faça uma conta apenas para a criança, limitando alguns recursos.
4) Procure ajuda – Caso não consiga fazer todas as verificações, algumas ferramentas podem ajudar, como o Google Family Link, que ajuda os pais a se manterem informados enquanto a criança ou o adolescente usa o próprio dispositivo Android, permitindo que eles definam determinadas regras digitais básicas para a família. Nele, é possível ver onde a criança está, bloquear remotamente o dispositivo quando é hora de fazer uma pausa, seja para brincar, jantar ou passar algum tempo com a família, além de gerenciar os apps da criança, permitindo ou impedindo que seu filho faça o download de apps na Google Play Store. Você também pode gerenciar as compras em apps e ocultar apps específicos no dispositivo da criança. Faça o download do Family Link pela sua loja de aplicativos e observe as instruções.

Texto produzido em 03/12/2020