Uma trajetória de sucesso

Quem passou pelas dependências da UniRedentor, ao longo da última década, provavelmente sentiu um clima diferente, onde alunos, professores e funcionários demonstravam uma sintonia bastante singular com a instituição. O pano de fundo dessa convergência se devia ao sentimento de pertença fomentado pelos gestores, especialmente por um de seus mais ilustres artífices: o professor André Raeli.

É esse o legado que o educador está deixando, agora, ao sair do posto de Reitor do Centro Universitário Redentor para se tornar Diretor de Educação Continuada da Afya Educacional, alçando-se à sede do grupo que adquiriu a UniRedentor, abrindo assim novos caminhos para seguir fazendo a diferença na vida dos alunos.

Essa história, entretanto, remete ao ano de 2007, quando André Raeli chegou à instituição para substituir um professor, que, por acaso, era o diretor, mas estava afastado por motivo de saúde. Nesse período, Raeli foi convidado para coordenar uma pós-graduação e, logo em seguida, para autorizar um curso de engenharia, passando assim a atuar também na gestão. “Nesse momento, comecei a desenhar o projeto do curso de engenharia de produção e, em 2009, a gente autorizou esse curso, iniciando assim a expansão da Redentor. Naquela altura tínhamos oito cursos de graduação e expandimos esse número para 12 cursos, sendo um deles a engenharia de produção, que eu então coordenava”, lembra Raeli. “Aí começa também o processo de expansão das novas mantidas, a ponto de, em 2012, a mantenedora me convidar para voltar para o município e assumir a direção da unidade de Itaperuna. Foi quando eles me confiaram o projeto de autorização do curso de Medicina, um projeto de minha autoria, onde tive alguns atores brilhantes que estiveram comigo ao longo desse processo”.

Para tanto, André Raeli fez um MBA em Gestão Acadêmica e Universitária, em Belo Horizonte, ministrado pela Carta Consulta em parceria com a Georgetown College, universidade americana de grande prestígio na área. Com essa experiência, começam as idas para Brasília, até o curso de medicina ser, enfim, autorizado, no ano de 2015. “Aí se dá a virada da Redentor”, lembra Raeli. “O curso de Medicina começou com 80 vagas anuais e, em 2016, a gente ampliou esse número para 112. Em paralelo, toquei o projeto de mudança de organização acadêmica para centro universitário, o que ocorreu em 2017, trazendo crescimento e autonomia universitária para a UniRedentor”.

Ao longo desse processo, a instituição foi acumulando diversas conquistas, a começar pelos indicadores educacionais. “De 2012 em diante, a gente começa a colecionar os Enades 5, CPCs 5, tínhamos um IGC 3, mas ele foi para um conceito 4, alto, numa escala de 1 a 5, caminhando para o 5, chegamos ao marco de 9 mil alunos ainda na minha gestão, incluindo graduação e pós-graduação nas mantidas, principalmente em Itaperuna, sendo que credenciamos ainda o EaD, outro marco dessa história. É importante dizer que eu não teria feito absolutamente nada sem o time que nós temos, principalmente pela qualidade dos nossos alunos, professores, coordenadores e agentes administrativos. Um exemplo são os nossos grandes projetos, como o Redentor Games, que foi um marco da instituição, fomentando o sentimento de pertença do aluno, ou seja, dele entender que faz parte dessa comunidade e que a instituição é ele, tendo um papel forte e ativo em seu processo de aprendizagem”, conta o professor, que, ao longo desse tempo, assumiu a gestão de todo o ensino da instituição, depois de ter passado por vários outros cargos.

Após todo o processo de aquisição da UniRedentor pela Afya, maior grupo de educação médica do país em número de vagas autorizadas pelo MEC para graduação em Medicina, com ações negociadas em Nova York, em junho de 2020 André Raeli foi convidado pelo vice-presidente de operações, Flávio Carvalho, para trabalhar na holding da Afya, como diretor de Educação Continuada do Grupo. “É um processo que compreende desde a hora que o aluno se forma até o final da vida profissional dele. É um conceito muito forte que a Afya traz, que é o long life learning, ou seja, aprendizagem ao longo da vida, com o intuito de fazer diferença na vida profissional de cada aluno”, diz o professor, exaltando o papel da Redentor nesse processo. “Deixo a instituição certo de que combatemos o bom combate, guardamos a fé e colhemos frutos maravilhosos. Costumo dizer que nós arvoreamos. A gente semeia em solo fértil, escolhendo cada grão e preparando bem o solo. A UniRedentor é uma prova disso. Ela frutificou uma missão muito forte, que é a de transformar vidas pela educação, esteja onde estiver. Por isso ela tem toda a capacidade de seguir lapidando o que já vínhamos fazendo, por meio da nova gestão, com os atores que ficaram e com o corpo acadêmico, para seguirem ainda mais firmes nessa trajetória que é, sem dúvidas, marcada pelo sucesso”.