A estação mais quente do ano deixa os brasileiros mais alegres e mais propícios aos gastos com lazer. Apesar do momento conturbado da economia, desfrutar de momentos de lazer em família ou com os amigos não tem preço. Entretanto, o happy hour, o churrasco na beira da piscina ou até mesmo aquela viagem para a praia já foi mais “ostentação”. O verão deste ano revelou que o brasileiro está mais seletivo na hora de procurar diversão e que tem pensando nas consequências dos gastos.
O Mania de Saúde esteve na Região dos Lagos após o final da alta temporada e constatou com os comerciantes que o movimento não foi igual ao dos anos anteriores, mas não foi decepcionante como imaginavam os pessimistas.
 “O número de turistas foi um pouco menor neste verão, o que reflete no comércio. Só que quem veio, veio querendo aproveitar. As pessoas quando saem de férias gostam de diversão e não gostam de ficar pensando na conta do cartão de crédito. A avaliação que eu faço é que os turistas gastaram com mais precaução. Se antes, a nossa consumidora vinha e comprava dois produtos, hoje ela vem e compra um só e que está mais em conta no seu orçamento. Ou até leva os dois, mas quer desconto ou alguma vantagem”, comentou Marta Carvalho, que vende biquínis em Cabo Frio.
No início do ano, entre os meses de janeiro e fevereiro, é difícil não ver anúncios de promoções e liquidações estampados nas vitrines. O comércio faz essas apostas como forma de eliminar os estoques e renovar a linha de produtos. Quem leva vantagem são os consumidores que não abrem mão de investir nas compras dos itens mais baratos e, ao mesmo tempo, de qualidade.
“A gente aproveita que está viajando para um lugar de praia e compra uns biquínis novos. O preço aqui é mais em conta do que onde moro. Então já viemos com uma reserva para gastar com lazer e com compras também”, contou Kamila Reis, natural de Belo Horizonte e que curtiu alguns dias com a família em Cabo Frio.
A famosa Rua das Pedras em Búzios não estava cheia como de costume, mas o movimento atípico dos turistas foi salvo por outro contingente de pessoas que visitam a cidade e chegam através do cais, os turistas de cruzeiros. “Percebemos que a maioria dos nossos turistas veio pelos cruzeiros. Acredito que isso ajudou a manter o movimento durante o verão. O consumo diminuiu, mas os turistas não deixaram de visitar a cidade e de gastar nas lojas, bares e restaurantes”, declarou o gerente de um dos restaurantes da uma rua perpendicular a Rua das Pedras.

Texto produzido em:29/02/2016