Já pensou treinar por 20 minutos, uma vez por semana e alcançar resultados semelhantes a uma semana de treino na academia? Esta é a proposta do Miha, um treinamento de eletroestimulação que funciona através de correntes elétricas de baixa intensidade para simular a passagem de estímulo nervoso para o músculo esquelético, promovendo a contração muscular involuntária. A roupa tecnológica, desenvolvida há mais de 10 anos na Alemanha, já é uma realidade no treinamento de atletas de alta performance, porque, diferentemente das atividades tradicionais – que atingem só as três primeiras camadas dos músculos –, o aparelho chega a oito camadas musculares. 
A tecnologia funciona assim: o aluno veste uma roupa de compressão e um colete conectado a 16 eletrodos. O profissional opera a máquina para controlar a intensidade e a frequência dos estímulos em cada local do corpo de forma separada e individualizada para cada aluno. No total, são seis áreas trabalhadas simultaneamente (pernas, glúteos, costas, abdômen, peito e braços). Durante a sessão, o aluno faz alguns exercícios, dependendo do condicionamento físico e do objetivo do treino.
Por ser um treino rápido e intenso, é um método ideal para quem tem a agenda apertada e vive dando desculpas de que não consegue ir ou que não gosta de academia ou para amantes da atividade física que necessitam de uma complementação. Por causa da alta intensidade, não é permitido fazer todos os dias. O ideal é uma vez por semana. É necessário dar tempo para o corpo metabolizar tudo isso para poder ter um novo estímulo.
A fisioterapeuta Fernanda Manhães explica que o treino com eletroestimulação permite atingir até 80% das fibras musculares, o que é quase impossível quando se malha com peso livre, por exemplo. “Além da otimização do tempo e da eficácia nos resultados, o Miha ajuda em questões como emagrecimento, fortalecimento muscular, hipertrofia, reabilitação, entre outros. É uma atividade física como uma outra qualquer, porém bem mais intensa e que atinge níveis que modalidades tradicionais não conseguem”.
Aos poucos, os músculos são fortalecidos, o percentual de gordura é reduzido e as circunferências diminuem. Esses resultados se tornam mais rápidos e eficientes quando se concilia o Miha com um plano alimentar e hábitos mais saudáveis, além de combinar com outra atividade física.
“O Miha tem um potencial muito grande para pessoas que têm alguma necessidade especial, como obesos mórbidos, por exemplo, que precisam cuidar das articulações e emagrecer, ou idosos com problemas articulares severos, que precisam fortalecer a musculatura. A tecnologia também pode ser usada para complementar outros esportes, como futebol e corrida, por exemplo. É um método revolucionário e que pode ser feito por qualquer tipo de público, exceto gestantes e pessoas com marca-passo. E o ideal mesmo é que todos façam uma aula experimental e sintam o potencial do Miha”, comenta Fernanda, durante a sessão da aluna Lívia Azevedo, que faz o Miha há dois meses para fortalecer a musculatura antes de operar o joelho.
Bastante difundido na Europa, o equipamento chegou ao Brasil em 2016, mas os holofotes só se voltaram para a nova tecnologia depois que celebridades como Giovanna Ewbank, Bruna Marquezine e Grazi Massafera apareceram vestindo o colete com eletrodos.

Texto produzido em: 10/08/2018