Uma das áreas mais procuradas por médicos no Brasil é a de cirurgia plástica. Entretanto, a formação de cirurgião plástico exige bastante estudo e dedicação. O cirurgião e professor do serviço de residência de cirurgia plástica do professor Ronaldo Pontes e do Internato Médico da Faculdade de Medicina de Campos, Dr. Gustavo Cortes, falou ao Mania de Saúde sobre os desafios da profissão e de como procura orientar os alunos e acadêmicos que desejam seguir a carreira.
“Antes de formar em qualquer especialidade, o acadêmico tem que se formar médico. Infelizmente, muitos alunos, por má orientação, pensam em formar-se especialista antes de se formar em médico. Procuramos orientar e mostrar o caminho. O cirurgião plástico, antes de tudo, é um médico”.
Até ser reconhecido como um cirurgião plástico, um aluno que ingressa hoje na faculdade de medicina terá uma longa jornada. “São seis anos até terminar a faculdade, dois anos, por enquanto, de residência em cirurgia geral e mais três de residência em cirurgia plástica. No meu caso, fiz três anos de cirurgia geral e outros quatro de cirurgia plástica, porque fiz mais um ano de especialização em cada residência”.
Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (TCBC) e também o de Membro Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (EsSBCP), Dr. Gustavo orienta os futuros médicos e cirurgiões a buscarem o máximo conhecimento. “Digo aos meus alunos para adquirirem o máximo de conhecimento técnico e científico na faculdade. Depois procurar uma residência de cirurgia geral, que seja reconhecida pelo MEC e que forme bons cirurgiões. Não adianta escolher o caminho mais fácil, porque lá na frente pode-se pagar caro por isso. Na cirurgia plástica é fundamental ter um ótimo conhecimento de cirurgia geral, desde os conhecimentos básicos e mais avançados em algumas áreas, principalmente de cirurgia abdominal e torácica. Após a formação em cirurgia geral, é fundamental escolher um bom serviço de cirurgia plástica baseado nos princípios éticos e morais, e que seja o mais completo possível. Não existe nenhum serviço no mundo que dê a formação completa em todas as áreas da cirurgia plástica, mas há os que abrangem até duas áreas e que têm convênios com outros serviços para o ensino das outras”, afirma o cirurgião, lamentando o fato de muitos enxergarem a cirurgia plástica apenas nas questões estéticas. “A estética é apenas uma área de atuação do cirurgião plástico. Há mais quatro grandes áreas: a cirurgia reparadora, a cirurgia de queimadura, a cirurgia de fissurados e a cirurgia de mão”.
Por fim, Dr. Gustavo Cortes lembra da importância dos médicos, independente da especialidade e da área de atuação, estarem atualizados e antenados com a medicina moderna. “É obrigação de todo médico estar sempre se atualizando. Somos estudantes para o resto da vida. A medicina evolui a cada dia ao redor do mundo, então, o médico não pode ficar sem estudar. Na cirurgia plástica não é diferente. O conhecimento tem que ser uma prioridade na vida do profissional”.

Texto produzido em: 15/09/2017