As férias chegaram e é o momento em que a família finalmente aproveita a casa de praia. Mas, para ter um descanso tranquilo, algumas providências devem ser tomadas. A higienização dos reservatórios de água é uma delas. Muitas vezes, negligenciamos esse importante serviço e as consequências podem estragar o descanso da família inteira. 
Nossa reportagem conversou com o Responsável Técnico da Imune Guerra, empresa que presta serviços de limpeza em caixas d’água e cisternas, o engenheiro agrônomo Alex Trindade. Segundo ele, o serviço deve sempre ser executado por empresas capacitadas. “Os reservatórios de água, tanto a cisterna quanto a caixa d’água, devem ser limpos, pelo menos, duas vezes ao ano, por conta dos resíduos que porventura podem entrar neste reservatório. Pode acontecer de a tampa estar rachada, não lacrada, um vento mais forte ter tirado a mesma e acabar causando contaminação. Nas casas de praia, como estes reservatórios são menos utilizados, pelo menos uma vez ao ano é importante fazer essa limpeza. Com o passar do tempo, os resíduos acabam sendo depositados no fundo da caixa, podendo ter coliformes fecais, que são nocivos ao corpo humano. Existe uma norma no INEA que determina que a limpeza seja feita em empresas como restaurantes, supermercados, farmácias, escolas, creches e faculdades a cada dois meses. E a empresa que executa este serviço deve estar licenciada junto ao órgão fiscalizador, que neste caso é o INEA. É importante que a limpeza seja feita por alguém capacitado, porque existem procedimentos adequados para executar a higienização. Não se pode usar qualquer produto ou qualquer equipamento. Além disso, existem normas de segurança que as empresas devem seguir para prestar serviços acima de 2 metros de altura e em espaços de confinamento (cisternas). Os funcionários devem estar treinados e capacitados para executar este tipo de trabalho”.
Alex fala ainda sobre a diferença que nós sentimos ao entrar em contato com a água de casas de praia, geralmente mais salobra. “É uma água mais dura, com mais sais e metais. Muitas vezes, as casas têm o fornecimento normal da empresa de água e têm poço. E essa água do poço, misturada com a água da concessionária, você sente a diferença. E quando ela vai para a caixa d’água, deixa resíduos de metais (ferro, magnésio) que vão sendo depositados no fundo, oxidando e mudando a cor da água. Você vê o fundo com outra coloração”, ressaltou.
Outro fator importante é o tipo de caixa d’água. A de amianto, por exemplo, não deve ser mais utilizada. “Você não acha nem para comprar. Hoje em dia, no mercado, existem ótimas opções de PVC, de plástico, até mesmo de fibra de vidro. O amianto foi proibido para uso em reservatórios de água e tubulações. Já a de alvenaria é permitida, desde que seja impermeabilizada para evitar vazamentos e com um acabamento bem-feito. Uma superfície muito rugosa retém muita sujeira e acaba ficando escondida”, disse.
A limpeza é um processo rápido, segundo o engenheiro. “Claro que depende do volume da caixa d’água, se o cliente a deixou desocupada, do nível de impureza. Uma caixa de 1000 litros, por exemplo, geralmente está cheia, porque o cliente não fechou o registro. A gente tem que esgotá-la quase que em sua totalidade, separar uma quantidade de água para enxágue, esfregar as paredes todas, tirar o resíduo do fundo com panos limpos, aplicar o hipoclorito e encher a caixa. É importante deixar um tempo para o produto agir e, assim, neutralizar os contaminantes nocivos. Outra dica é que deve se fazer sempre primeiro a limpeza da cisterna para depois fazer a da caixa d’água. Desta forma, quando for limpar a caixa, já vai subir água limpa”, finalizou.

Texto produzido em: 07/12/2017