Nos últimos 15 anos, a reumatologia foi privilegiada pelo avanço do tratamento das doenças autoimunes com o surgimento dos medicamentos biológicos. Os primeiros medicamentos aprovados para o uso na prática clínica foram os bloqueadores do fator de necrose tumoral (anti-TNF), inicialmente para tratamento da artrite reumatoide na forma adulta e infantil.
O infliximabe, o etanercepte e o adalimumabe foram os primeiros anti-TNF no mercado que consolidaram uma verdadeira revolução no tratamento das doenças autoimunes muito bem conhecidas pelos reumatologistas, como artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante, lúpus e outras. Estes medicamentos proporcionaram uma mudança radical na evolução das doenças e na qualidade de vida dos pacientes que anteriormente sofriam com graves sequelas.
Posteriormente, com maior conhecimento do mecanismo das doenças inflamatórias autoimunes, foram desenvolvidas novas drogas com alvos terapêuticos mais específicos, como os inibidores das interleucinas (1, 6, 17, 23).
O professor Dr. Luiz Clóvis Bittencourt ressalta que os medicamentos biológicos consolidaram um novo marco no tratamento das doenças autoimunes. “Antes os pacientes eram tratados com medicamentos imunossupressores, corticoterapia, antimaláricos e outros que limitavam o prognóstico das doenças autoimunes. Hoje podemos dizer que tratamos nossos pacientes com medicamentos utilizados nos principais centros reumatológicos do mundo”.
A utilização destes medicamentos deve ser recomendada por especialistas com experiência no tratamento das doenças autoimunes, necessitando controle periódico em centros especializados. “É importante salientar que o uso destes medicamentos requer um rígido protocolo”, conclui Dr. Luiz Clóvis.

Texto produzido em: 24/03/2017