O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, sempre foi uma data de exaltação à presença feminina em todos os setores da sociedade, indo muito além da vivência doméstica que marcou tantas delas ao longo da história. Hoje, cada vez mais, o público feminino vem ocupando seu espaço no mercado de trabalho e obtendo sucesso na vida pessoal e profissional, sem medo de realizar os seus próprios sonhos.
Entre eles, podemos citar a cirurgia plástica, que tem sido requisitada por boa parte do público feminino nos últimos anos. Basta observar os dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Na parte estética, por exemplo, a implantação de prótese mamária liderou o ranking de cirurgias, com mais de 800 mil procedimentos realizados no país, enquanto que, na área reparadora, a reconstrução mamária esteve entre as primeiras mais procuradas pelas pacientes.
Isso mostra como a especialidade é importante para o público feminino, sobretudo pela capacidade de transformar a vida da mulher, como afirma, ao Mania de Saúde, a cirurgiã plástica Dra. Érika Guerra. “A cirurgia plástica, tanto estética, quanto reparadora, permite à mulher melhorar não só o corpo, mas também a sua autoestima. É bastante comum, por exemplo, a paciente fazer uma reconstrução mamária após um câncer de mama e perceber uma mudança expressiva no seu dia a dia, porque ela consegue recuperar a sua feminilidade e isso melhora o comportamento com o parceiro, com a família e influi até no ambiente de trabalho, pois ela se sente mais realizada, mais segura e autoconfiante. Esse é um exemplo de como a cirurgia plástica é mais abrangente do que muitas pessoas pensam. Ela não cuida apenas da parte estética, mas também da saúde física e até mesmo emocional da paciente”, diz Dra. Érika.
A cirurgiã explica que o ritmo de vida da mulher moderna também contribui para essa demanda. “Hoje a mulher está cada vez mais ativa no mercado de trabalho. Por outro lado, perde-se um pouco de qualidade de vida, porque a sobrecarga é grande para muitas delas. Por isso que, no consultório, a gente se depara com questões não só físicas, mas emocionais, com mulheres que desejam fazer uma cirurgia plástica para resgatar a autoestima e, assim, sentir-se bem consigo mesma, objetivando uma melhora na vida pessoal e profissional”, revela a cirurgiã. “O ritmo de vida do mundo moderno acaba tornando as mulheres mais exigentes com a aparência. Hoje temos pacientes de 50 ou 60 anos com uma face muito rejuvenescida, graças aos procedimentos estéticos, a uma alimentação equilibrada e à atividade física, que fazem parte desse processo”.
Outro exemplo de como a cirurgia plástica pode influir na autoestima da mulher, segundo Dra. Érika, são os casos das jovens que crescem frustradas por terem seios pequenos e buscam a cirurgia plástica assim que chegam à maior idade. “Muitas meninas sonham com a prótese de mama desde a adolescência, porque ela é o símbolo da identidade da mulher. A mama é sinônimo de feminilidade. Por isso que tantas se sentem incompletas em relação aos próprios seios, o que interfere até no estado emocional. Mas, quando elas fazem o procedimento, ficam mais realizadas. É impressionante a mudança que ocorre na vida da paciente. O mesmo acontece com aquelas que, por alguma patologia, tiveram que fazer a cirurgia de reconstrução mamária. Tanto que esse procedimento hoje faz parte do SUS e da ANS, demonstrando o quanto a cirurgia plástica é essencial na vida de tantas mulheres que, este mês, celebram o seu tão importante dia”.

Texto produzido em: 19/02/2019