Entre os planos de muitas famílias para 2017 está a gestação de um filho, uma vontade que nem sempre é possível realizar de forma natural devido a um motivo ou outro. A alternativa para aumentar a família é contar com a ajuda da medicina reprodutiva, por meio das técnicas de reprodução assistida. O Mania de Saúde entrevistou a médica ginecologista e obstetra Dra. Rachel Tavares, que é especialista em ginecologia endócrina, gravidez de alto risco, reprodução humana e infertilidade, sobre os procedimentos indicados para os casais.
Os métodos de reprodução assistida podem ser relativamente simples ou altamente complexos, mas todos, em algum nível, terão a presença e a interferência do médico especialista. A escolha do método ideal para gerar o bebê não é feita aleatoriamente pelo casal. Muito pelo contrário: requer o acompanhamento de um médico especialista em reprodução assistida, até porque cada procedimento é indicado de acordo com o problema identificado.
“O primeiro passo é investigar o casal para descobrir o problema, que pode ser do homem ou da mulher. Realizamos uma série de exames para identificar a causa e só então iniciar o tratamento. Acontece muito da mulher chegar ao consultório dizendo que é infértil e que deseja realizar uma fertilização in vitro. E o médico tem que explicar que o tratamento não é o que deseja, mas o que seja indicado para o tipo de problema”, afirma.
As técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade são aplicadas em casais quando a mulher apresenta problemas como baixa ovulação ou o homem tenha leves alterações em seus espermatozóides. “Nestes casos, o médico é apenas o ‘meio’ para que o espermatozóide fecunde o óvulo. É um procedimento teoricamente simples porque pode ser realizado no consultório mesmo, sem maiores entraves, e o custo é mais acessível”, comenta Dra. Raquel, antes de explicar as técnicas de alta complexidade. “Basicamente são técnicas fora do organismo, realizadas em um laboratório, em que o médico faz todo o processo, da inseminação do espermatozóide no óvulo até a introdução do mesmo na mulher. As técnicas de alta complexidade são realizadas, na maioria das vezes, em mulher com mais de 40 anos, com obstrução bilateral das trompas ou com tempo de infertilidade maior que três anos”.
Especialista em reprodução humana, Dra. Rachel Tavares trabalha com os procedimentos de baixa complexidade no consultório particular e os de alta complexidade no hospital Álvaro Alvim, e acredita na força da ciência para concepção da vida humana. “O casal infértil deve procurar um médico para investigar as causas e descobrir qual é o melhor caminho para solução do problema. Há tratamentos para todos os casos e assim conseguimos realizar o sonho de muitos casais de construírem uma família”. 

Texto produzido em: 08/12/2016