A fisioterapia possui uma história que, nos livros, remonta aos nossos ancestrais. Mas, como profissão, ela é relativamente nova. No Brasil, a fisioterapia adquiriu seus direitos no dia 13 de outubro de 1969, por meio do Decreto-lei Nº 938/69, que a reconheceu como um curso de nível superior devidamente regulamentado. Essa juventude, contudo, não significa imaturidade. Pelo contrário. Hoje é possível dizer que a fisioterapia está mais madura do que nunca. 
Para abordar o assunto, o Mania de Saúde ouviu a fisioterapeuta dermatofuncional Dra. Cássia Teixeira. Segundo ela, a área, de fato, nunca esteve tanto em evidência. “Antigamente, quando se falava em fisioterapia, era comum a ideia da massagem. Mas isso ficou para trás. Hoje o fisioterapeuta atua em diversos ambientes, como a área esportiva, a oftalmológica, a de pacientes queimados (existem CTIs específicos onde o trabalho do fisioterapeuta dermatofuncional é crucial), a uroginecológica (para tratar incontinência urinária), entre outros lugares onde ninguém imaginava a presença do fisioterapeuta. Por isso se tornou uma profissão ampla, complexa e que depende de muito estudo e de dedicação, como qualquer outra área de conhecimento”.
Dra. Cássia sabe o que diz. Formada há quase 11 anos, ela se especializou em fisioterapia dermatofuncional, atua na parte estética, possui experiência como docente e não para de se atualizar por meio de congressos e simpósios. Esse ritmo de estudos é o que, segundo ela, permite ao profissional estar à frente das tecnologias, para benefício dos pacientes. “A ciência e a tecnologia não param de evoluir na fisioterapia. A área estética é o maior exemplo disso. A cada momento surge um aparelho novo para diversos tipos de tratamento. Mas não é a máquina que vai avaliar o paciente. É o profissional. A tecnologia não indica o tratamento. Quem faz isso é o fisioterapeuta. Para proporcionar o resultado correto, é necessário que haja uma boa avaliação. Isso exige o que? Conhecimento. Essa é a diferença do profissional fisioterapeuta para um técnico. Você pode aprender a mexer nos aparelhos em uma semana. Mas saberá fazer a anamnese no paciente e orientar o tratamento mais adequado? Não vai”, diz Dra. Cássia, dando um exemplo bastante atual dessa realidade. “Hoje vemos tecnologias de ponta para o tratamento da celulite. Mas o sucesso não depende só do aparelho. A avaliação do paciente é o que determina o resultado. Se o protocolo de tratamento não estiver correto, você pode usar o aparelho mais avançado do mundo que não vai resolver o problema. Daí a importância dos estudos. Você tem que ter propriedade sobre o conhecimento. É preciso que haja respaldo teórico e científico para tudo o que você faz. Só assim o paciente terá o resultado que deseja e precisa”, afirma.
Só o estudo, porém, não basta. Segundo Dra. Cássia, ele deve estar aliado à empatia, que influi diretamente na atuação do fisioterapeuta.  “É importante olhar o paciente como um todo e não se preocupar exclusivamente com a área que você está tratando. Todo mundo gosta de atenção. Às vezes aquilo que o paciente está falando é essencial para você chegar ao melhor resultado. Nós temos que colocar o paciente em primeiro lugar. Vide o exemplo dos idosos”, cita Dra. Cássia. “Hoje a geriatria é uma área de atuação importantíssima. Todo idoso precisa de um fisioterapeuta. Aqui, na clínica, fazemos esse trabalho, e ele não depende só de estudo, mas de humanização. É o grau de atenção do profissional, mais a sua bagagem acadêmica, que fará a diferença. Até porque ninguém quer ser apenas mais um no mercado. Aqueles que desejam entrar na área devem sempre pensar nisso. Qual vai ser o seu diferencial?”.

Texto produzido em: 22/09/2017