Dr. Reinaldo Cavalcante

Especialidade visa tratar o corpo corrigindo carências nutricionais, preferencialmente via alimentação.

Ortomolecular é um termo já bastante familiar aos nossos ouvidos, mas será que sabemos de fato do que se trata? Assim como a nutrologia, visa tratar o corpo corrigindo carências nutricionais preferencialmente via alimentação e, se necessário, através de suplementação, sempre se baseando na clínica e em exames laboratoriais. Todavia, apesar de a Ortomolecular ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva, como falou a nossa reportagem o médico endocrinologista e nutrólogo, capacitado em medicina ortomolecular, Dr. Reinaldo Cavalcante.

Ele começa esclarecendo alguns pontos importantes. “A Ortomolecular não é uma especialidade médica, nem área de atuação, mas sim uma prática que pode e deve ser utilizada dentro de diversas especialidades médicas tradicionais, sendo inclusive reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. A principal função do médico ortomolecular é trabalhar a prevenção primária, tendo como dever estimular, sempre que possível, a prática de hábitos saudáveis de vida, alimentação equilibrada e sempre respeitando a individualidade. A medicina ortomolecular está intimamente ligada à medicina ambiental e à nutrologia, pois seus preceitos são baseados nestas áreas. Aborda o paciente com uma visão holística (integral e globalizada), levando a prevenção e abordagens terapêuticas nas diversas doenças. Nesse modelo, podemos citar alguns exemplos como o uso do plástico e do alumínio”. 

O médico se aprofunda nestes exemplos. “Os plásticos se tornaram um dos maiores inimigos do meio ambiente, com sérios danos ao corpo humano. Estudos e pesquisas revelam que o Bisfenol e substâncias presentes na maioria dos plásticos atuam no nosso organismo como interferentes endócrinos, mais conhecidos como ‘disruptores endócrinos’, modificando o equilíbrio hormonal e levando a várias alterações nos sistemas reprodutor, endócrino e cardiovascular. Alguns cuidados podem evitar esses problemas, como utilizar mamadeiras com o selo BPA free, não aquecer embalagens plásticas no microondas, optar por garrafas de vidro em vez de plástico e não reaproveitar garrafas que ficaram expostas ao sol. O alumínio é reconhecidamente uma toxina ambiental. Nosso solo é bastante rico em alumínio e sua exposição implica em doenças degenerativas, ósseas, autoimune, Alzheimer e câncer. A única forma comprovadamente eficaz e reconhecida pelo Conselho Brasileiro de Medicina para detectar a intoxicação por alumínio é através do mineralograma. Outros testes não têm a aprovação do CFM. Para evitar a contaminação, é recomendável a troca de panelas de alumínio por vidro ou inox, evitar alimentos armazenados em alumínio, enlatados ou embalagem Tetra Pak e procurar um médico nutrólogo ou nutricionista para adequar a dieta, pois o aporte de cálcio e magnésio tende a deslocar o alumínio e diminuir a sua absorção”, finaliza.

Texto produzido em: 19/06/2015