No ano passado, o Ministério da Saúde incluiu 10 novas Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS), entre elas, a Ozonioterapia. Desde então, a técnica vem despertando o interesse de inúmeros pacientes, pois auxilia no tratamento de doenças como o câncer, dores e inflamações crônicas, infecções, feridas, queimaduras, dentre outros problemas. E, em meio a tantas vantagens, há uma outra que também chama a atenção de grande parte do público, que é o uso da Ozonioterapia no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), podendo beneficiar – e muito – a qualidade de vida dos pacientes.
No interior fluminense, quem tem se destacado nessa área é o Centro de Atendimento Clínico de Itaperuna, o CACI, que vem trabalhando com a Ozonioterapia desde o final de 2018. A enfermeira Paula Vicente de Oliveira, habilitada em Ozonioterapia pelo IBCOZ (Instituto Brasileiro de Ciências Aplicadas ao Ozônio), falou ao Mania de Saúde sobre o uso da técnica na atualidade. 
“A Ozonioterapia é uma forma de medicina complementar, que pode e deve ser utilizada em conjunto com outras técnicas. Ela não pretende substituir nenhum dos outros métodos ou tratamentos. Apenas faz com que os pacientes tratados tenham uma resposta clínica melhor. A Ozonioterapia não é uma ‘panaceia’, no sentido depreciativo, mas simplesmente a ação de uma molécula biológica que exerce seus efeitos nas diversas redes internas do organismo humano, restaurando a fisiologia normal, controlando a inflamação crônica e as dores decorrentes, melhorando a oxigenação dos tecidos e fazendo com que se eliminem os excessos de radicais livres, além de agir sobre infecções das mais diversas origens”, disse Paula. 
Segundo ela, a Ozonioterapia beneficia inúmeros tratamentos, incluindo aí o Transtorno do Espectro Autista. “É comum que, ao longo das intermináveis visitas aos médicos e centros clínicos, os pais das crianças autistas percebam em seus filhos o alto grau de intoxicação decorrente do organismo sensível deles. A Ozonioterapia funciona como tratamento complementar, pois é capaz de eliminar todas as toxinas que afetam o organismo e combater os invasores que as provocam. Ao oxidar estas toxinas e anular as suas funções, o Ozônio Medicinal é capaz de restabelecer a natureza saudável do organismo do paciente. Já existem evidências de crianças com graus diferentes apresentando melhoras significativas no autismo, restabelecendo níveis praticamente normais de saúde em apenas quatro ou cinco meses de tratamento”.
Para o uso em Medicina, ainda como ato em forma de estudos e pesquisas, a Ozonioterapia deve ser sugerida por um médico capacitado, como acontece em todos os países que regulamentaram a prática, conforme explica Paula. “Nesses casos, a indicação deve ser precedida pelo diagnóstico médico, que definirá vias de aplicação e dosagens recomendadas de acordo com a doença ou doenças apresentadas pelo paciente. São necessários conhecimentos específicos de bioquímica, fisiologia e farmacologia, que integram o currículo médico. Após o diagnóstico, a Ozonioterapia pode ser aplicada por uma equipe multidisciplinar de saúde, respeitando as competências e, principalmente, as responsabilidades de cada profissão (enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, biomédicos)”, ressalta Paula, lembrando que a câmara técnica de Atenção à Saúde do Conselho Federal de Enfermagem emitiu o parecer n°23/2015/CTAS/Cofen, datado de 16 de outubro de 2015, que fundamenta o uso do ozônio medicinal e a Ozonioterapia no âmbito da enfermagem. “O Cofen é favorável em utilizar o Ozônio na enfermagem para práticas como tratamento de feridas (água, óleo ozonizado), Hidrocolonterapia com ozônio e demais curativos, que é outra vertente importante da técnica, podendo beneficiar vários outros pacientes”.
O CACI atende pelos telefones (22) 3824-3812, (22) 3823-6046, (22) 99784-7844 ou (22) 98837-6987.

Texto produzido em: 20/03/2019