O mês de abril reserva a declaração de Imposto de Renda para os contribuintes brasileiros. Então não deixe para a última hora o que já pode ser feito. Pensando nisso, o Mania de Saúde ouviu a contadora Laura Marques sobre as mudanças realizadas pela Receita Federal para a declaração deste ano e também algumas dicas para os mais esquecidos.
Os contribuintes têm até 30 de abril para entregar o documento à Receita. Se perder o prazo ou se não declarar, caso seja obrigado, poderá ter de pagar multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o total do imposto devido, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74.
Em 2018, o programa do IRPF passa a contar com campos de informações complementares, que mudam de acordo com o tipo de bem. No caso de imóveis, por exemplo, é solicitada a data de aquisição, área do imóvel, registro de inscrição em órgão público e no cartório. Já para veículos, é pedido o Registro Nacional de Veículo (Renavam). O Fisco também pedirá o CNPJ da instituição financeira em que o contribuinte possui conta-corrente e aplicações financeiras. O preenchimento desses campos é opcional na declaração deste ano, mas passará a ser obrigatório em 2019. 
“A Receita fez algumas mudanças que precisamos nos atentar para evitar problemas. Por isso, o ideal é o contribuinte não deixar para última hora e procurar um profissional habilitado e que esteja atualizado para fazer ou ajudar na declaração do Imposto de Renda deste ano. O Imposto de Renda é obrigatório para pessoas físicas que tiveram, em 2017, rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70. Também devem realizar a declaração as pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte com valor superior a R$ 40 mil e os que possuem propriedades de bens e direitos com valor superior a R$ 300 mil, entre outros casos”, afirma Laura.
Há outros pontos que vão alcançar muitos contribuintes, como a inclusão de filho como dependente em caso de pais separados; as facilidades para informar despesas médicas que são dedutíveis do imposto; a possibilidade de deduzir o auxílio-doença; a isenção sobre envio de dinheiro ao exterior para despesas com educação e tratamento médico; e os critérios para cálculo de multa e juros na falta de recolhimento de imposto na venda de imóvel.
A Receita projeta receber 28,8 milhões de declarações em 2018, 340 mil a mais do que em 2017. O aumento da expectativa é influenciado pelo crescimento da renda, com várias categorias com aumento salarial e aumento do contingente de pessoas empregadas.

Texto produzido em: 16/03/2018