No dia dez deste mês, o município de Itaperuna comemora os seus 130 anos. Ao longo de todo este tempo, muitas histórias foram vividas na cidade, mas se por um lado é importante valorizar a sua memória, por outro, olhar para frente e pensar no futuro também se mostra como algo fundamental para quem vive na cidade, ou mesmo para quem acolheu Itaperuna como fonte de trabalho e renda. Neste mês de maio, a reportagem do Mania de Saúde quis saber: O que você deseja para Itaperuna? Confira abaixo algumas respostas de pessoas que fazem parte do cotidiano da cidade.

 

Andréa Muniz, empresária e diretora do Jornal Mania de Saúde
“Só tenho a parabenizar ao povo de Itaperuna pela sua bela história e pela forma como acolheu o Mania de Saúde desde o início da edição do Noroeste Fluminense. Ao longo desse tempo, a parceria entre o jornal e a comunidade fez com que o Mania de Saúde fosse tratado não apenas como um veículo de imprensa, mas como um amigo de todas as horas, levando o máximo de respeito aos leitores e estando sempre ao seu lado”

 

Dr. Heitor Antonio da Silva, Reitor da UniRedentor
“Eu gostaria que a cidade pudesse atrair mais duas empresas sólidas para melhorar a empregabilidade do povo. Itaperuna hoje vive basicamente do ensino superior. A questão da segurança aqui é boa, mas um problema sério e que está sendo resolvido agora é o trecho da rodovia BR 356 que corta a cidade. Nós precisamos também de um arco metropolitano. Tirar o trânsito da rodovia de dentro da cidade, pois isso sacrifica muito. A área imobiliária cresce bastante, justamente por causa do ensino superior, que traz muitos estudantes de várias partes do país. Mas sobretudo, desejo a estabilidade política para Itaperuna, para que a cidade consiga prosperar nos próximos anos”

 

Eliane Azevedo, diretora do Colégio Redentor
“Eu desejo para Itaperuna um olhar atento e ético. Desejo que nossa cidade seja próspera e que todos nós tenhamos nossos direitos respeitados. Acredito que nossa cidade está perdendo os registros da nossa história. É muito importante preservar essas fontes! Um povo sem história é facilmente manipulado e perde sua identidade”.

 

 

 

Emmanoel Tinoco de Oliveira e Tiago Sorrentino de Oliveira (Moto Way)
“Desejamos uma boa administração, que atenda às necessidades da cidade, tais como: acessibilidade nas ruas e calçadas, inclusive com incentivo aos proprietários de lotes para que sejam feitas; uma vigilância na limpeza das ruas, em face da falta de civilidade de algumas pessoas, que jogam lixo em lugares inadequados; criação de um Parque Municipal, bem arborizado e com pista para caminhada. Estas ações, aliadas a outras tantas, tornariam nossa cidade mais aprazível e atrairia investidores, gerando mais empregos e renda para a população”.

 

 

 

Prof. Ma. Flávia Royse, Arquiteta e Urbanista, Coord. Arquitetura e Urbanismo UniRedentor
“Eu desejo que Itaperuna seja uma cidade planejada para o bem-estar da população, que priorize as pessoas, os espaços públicos, que seja inclusiva, que respeite as dinâmicas da natureza, que possua mais verde, que busque soluções para tornar a cidade mais viva, convidativa e segura. Além disso, desejo mais investimentos em educação, pois é a base para boa convivência, com ela aprendemos a pensar, refletir e a discernir sobre tudo que vemos e ouvimos. A educação tem o poder de libertar as mentes criativas”.

 

Um pouco da história da cidade

A partir do final do século XIX, com o advento da economia cafeeira, a colonização se efetuou de forma rápida e uniforme. Em 24 de novembro de 1885, o Decreto 2 810 elevou a Freguesia de Nossa Senhora da Natividade de Carangola (um dos primeiros nomes da cidade) à categoria de Vila de Itaperuna, levando esse nome por ser passagem para se chegar à Pedra do Elefante, localizada em Carangola, no estado de Minas Gerais. 
A povoação foi elevada à categoria de vila em 1887, com a denominação de São José do Avaí, favorecida pela posição geográfica de fácil acessibilidade a Campos dos Goytacazes, reforçada posteriormente pela ligação ferroviária. A área experimentou crescimento regional, concomitante à ampliação de sua importância administrativa e, em 1889, foi elevada à categoria de cidade, não fazendo mais parte do município de Campos dos Goytacazes, com o nome de Itaperuna. Em 10 de maio de 1889, foi feita a primeira eleição para a câmara dos vereadores e, desde então, Itaperuna se tornou uma das principais cidades do interior fluminense.