Ter uma criança com necessidades especiais em casa não é fácil. Muitas vezes, mesmo com todo o amor do mundo, os pais simplesmente não conseguem saber como lidar com as mais diversas situações que podem surgir no dia a dia desta criança. Neste momento, poder contar com a ajuda de um profissional capacitado é fundamental. A Cuidare é uma empresa que, como o próprio nome diz, cuida de pessoas. 
Conversamos com a empresária Flaviana Teles, que gerencia a Cuidare em Campos. Ela nos relata como é o cotidiano de crianças com deficiências e como os cuidadores atuam dentro das residências. “Existem as deficiências físicas e as mentais e existem as limitações. Algumas deficiências a gente não consegue atender completamente porque necessitam de procedimentos invasivos, como passar uma sonda, por exemplo. Todos os nossos cuidadores são técnicos de enfermagem, porém não podem fazer esses procedimentos”, afirma Flaviana, lembrando que é fundamental o diálogo com a família para o atendimento ser o mais correto possível. “A primeira coisa que fazemos é procurar conhecer o histórico da criança, o histórico familiar, o grau de dependência dela, em que nível de desenvolvimento ela está, qual é o seu diagnóstico. Porque além dos treinamentos básicos pelos quais os nossos cuidadores passam, existem os treinamentos específicos, que serão feitos em conjunto com a equipe multidisciplinar que atende àquela criança: o fonoaudiólogo, o fisioterapeuta, o psicólogo etc. Conhecer o histórico e entender a dinâmica familiar é muito importante, porque às vezes a criança já chega para nós com a sua rotina toda pronta e a gente só precisa se inserir neste contexto para ajudar a equipe a desenvolver essa criança. Mas a gente também entende que algumas deficiências são mais difíceis de fazer a alteração desta rotina. Por exemplo, uma criança autista, dependendo do grau, você auxilia na alimentação, na integridade física, mas ela às vezes não consegue interagir completamente com o cuidador. Até porque ele está ali para ajudar no dia a dia e não para fazer a função de um fonoaudiólogo ou fisioterapeuta, que são essenciais”.
Flaviana comenta também sobre como o cuidador pode ajudar no dia a dia desta criança. “Se a gente for parar para pensar, a rotina básica de uma criança com deficiência é a mesma de qualquer outra criança: higiene pessoal, alimentação, os cuidados para ir ao banheiro, às vezes dar a comida na boca. O cuidador também está apto a ajudar a criança em seu processo de aprendizado. Não na questão didática, que compete ao professor, mas no seu dia a dia, como por exemplo, manusear um objeto, se a criança tiver limitação física. Por isso, primeiro é preciso conhecer a rotina da criança, para inserir o cuidador de uma forma que vá colaborar para a vida dela. É interessante porque a gente percebe que, muitas das vezes, a criança começa a interagir de maneira mais intensa com pessoas de fora da família, depois que o cuidador passa a fazer parte da sua vida. A nossa preocupação, junto com a família, é também entender qual é o perfil daquele assistido para colocar uma cuidadora com o perfil dele. O atendimento que realizamos é completamente individualizado, buscando sempre o profissional mais indicado para cada família. Outro aspecto importante a ser salientado é que falamos sobre dar assistência à criança com deficiência física, mas a gente acaba dando suporte para a família inteira. Porque muitos pais deixam de ter uma vida social em virtude da deficiência do filho. No momento em que a confiança é estabelecida do cuidador com a criança especial, os pais voltam a ter a sua vida social sem culpa, porque eles sabem que estão indo para um momento de lazer, mas que o filho está sob os cuidados de um profissional capacitado e preparado para lidar com as limitações dele. A Cuidare é uma franquia que atende em 55 cidades em todo o país, que tem um processo seletivo criterioso e um corpo técnico dos mais competentes”.

Texto produzido em 16/04/2019