Como é hoje moda falar mal do Cristianismo, Catherine Nixey vem sendo aplaudida por ter defendido, no ensaio denominado “Darkening”, a tese de que os cristãos destruíram, na Idade Média, o mundo clássico com a pilhagem de templos e queima de livros. O olhar vesgo dessa historiadora afetada pela tenebrosa modernidade líquida a levou espantosamente nem ver Santo Agostinho, tão influenciado por Platão, bem como não identificar São Tomaz de Aquino a se valer de Aristóteles para demonstrar o seu Caminho Filosófico Rumo ao Criador. Só os cegos e os estultos não conseguem divisar que Platão e Aristóteles são duas figuras exponenciais do mundo clássico. 
Catherine Nixey não levou em conta também o fato inconteste de que certos cristãos da Idade Média, que se entregaram fortemente à vida religiosa, isto é, os monges, em suas abadias, voltavam-se eficientemente para o valiosíssimo trabalho de copiar em folhas de pergaminho admiráveis obras da Idade Antiga. Impedindo, assim, a morte do legado do mundo clássico. Sendo digno de nota, que não se limitaram ao mundo clássico, pois relataram ainda em textos de sua autoria, o que estava ocorrendo, na Idade Média. Fornecendo, assim, aos futuros historiadores os dados necessários para que pudessem escrever esse período da história da Europa. É que só esses monges sabiam escrever, razão pela qual os mosteiros (abadias) faziam o papel das escolas superiores do nosso tempo. 
É possível que não encontremos, nos pergaminhos dos monges, qualquer vestígio de Adônis nu, de Vênus nua e de Frinéia totalmente despida a mergulhar sensualmente com os cabelos soltos, nas águas tépidas das praias de Eleusis, mas certamente ficaremos encantados diante da pictórica representação de santos e santas com um certo tom clássico. Não se pode negar que esses cristãos colocaram de lado a beleza do corpo humano sem conotação espiritual e sem o mínimo vislumbre de adorno moral. E assim procederam para fugir de um tipo de beleza que esconde o aspecto tenebroso da devassidão. E que pode suscitar o pleno triunfo do reinado do mal no mundo.
Parece-nos oportuno ressaltar que não foram os cristãos, mas os bárbaros, que pulverizaram a civilização greco-romana. Como é pertinente frisar, que foram os cristãos de verdade que tentaram frear com palavras e com exemplos edificantes a monstruosa violência  dos gregos, dos romanos e dos bárbaros, muitas vezes torpemente fantasiados de cristãos. A História nos mostra que a cultura do ódio dos falsos cristãos repugnava os autênticos seguidores do nosso Salvador. E isto está bem claro com o exemplo edificante de São Francisco de Assis, em sua passagem pela Terra. Fiéis a essa linha de comportamento, os autênticos seguidores de Jesus não compactuaram ao longo dos séculos com os cristãos de mentira que, em sua ânsia de poder, acabam se revelando como a própria personificação da mais cruenta maldade. Sem dúvida, uma luta de tigres ávidos de dinheiro e de sangue contra cordeiros buscando um mundo melhor. Parece-nos que, apesar desse aparente desnível de força, os tidos como fracos sempre sairão vitoriosos, tanto aqui na Terra com a simples alegria do dever cumprido quanto no outro plano existencial. É que lá os espera o nosso Criador e Salvador.