Com novo endereço e sob nova direção, o Procon/Campos registrou, segundo os dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (SINDEC), 3176 atendimentos no primeiro trimestre de 2017. Em média, 52 atendimentos por dia. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 48%. O superintendente Douglas Leonard conversou com a reportagem do Mania de Saúde e falou dos principais desafios do órgão.
“Nosso foco principal é o atendimento. O lema é atender os consumidores da melhor forma com conforto e educação, procurando resolutividade para os problemas. E a outra área de atuação do Procon é a fiscalização no intuito de orientar e, caso necessário, autuar o infrator. Estamos seguindo as diretrizes do prefeito Rafael Diniz e servindo à população de forma geral”, declarou Leonard, informando que a equipe do Procon/Campos é composta por cerca de 20 funcionários, entre atendes, fiscais e assessores técnicos.
No total dos atendimentos do primeiro trimestre do ano de 2017, o Procon/Campos teve um índice de resolução nas etapas preliminares em 85% dos casos. Dos 3176 atendimentos, apenas 463 resultaram em abertura de processo administrativo contra as empresas. O atendimento é divido em etapas. A primeira é a triagem, seguida pelo atendimento preliminar, conciliação, análise jurídica, instauração de processo e decisão definitiva. 
“Os procedimentos adotados pelos órgãos de defesa do consumidor, não só em Campos como em todo o território nacional, vêm se notabilizando pelo intuito em buscar a solução mais célere possível para a resolução dos conflitos entre as partes, tentando sempre evitar que os atendimentos se transformem em reclamações e que sejam instaurados processos administrativos contra os fabricantes, distribuidores e vendedores”, pontua o superintendente.
A nova sede do Procon/Campos na Avenida José Alves de Azevedo, antiga Beira-Valão, próximo à Guarda Civil Municipal, inaugurada em dezembro do ano passado, ampliou o número de atendimentos, entretanto já apresenta problemas estruturais. “Estamos aptos a realizar cerca de 70 atendimentos por dia e distribuímos senha pela manhã e no início da tarde. Na questão estrutural, temos enfrentado alguns transtornos, principalmente quando chove”, pondera Douglas, apontando para as rachaduras nas paredes e no teto de sua sala.
Ainda de acordo com o relatório do primeiro trimestre de 2017, os problemas com serviços essenciais, como o fornecimento de água, luz, esgoto ou telefonia, foram os que mais levaram consumidores até o Procon/Campos, representando 42% dos atendimentos. Em seguida apareceram as queixas acerca de assuntos financeiros, relativos a bancos, cartões de crédito, seguros e outros, com 27% do total.  Em terceiro, vieram as demandas referentes a produtos, com 21% (662) do total de atendimentos.

Texto produzido em: 18/04/2017