Nos papos que tive com Sylvio Muniz, fundador do Mania de Saúde, o jornalismo era, naturalmente, um tema sempre em evidência, não apenas por dever de ofício, mas até mesmo por interesse pessoal de ambas as partes, como ele costumava brincar.
Nessas conversas, sempre debatíamos sobre o que deveria nortear a conduta dos jornais, tendo em vista que muitos deles morriam ou, ao menos, deixavam de lado suas raízes ao longo dos anos. Era quando nos vinha uma definição de Alberto Dines (creio eu), para quem todo jornal deve ser, antes de tudo, necessário ao público. 
O motivo é simples: mesmo que houvessem os maiores anunciantes, os melhores repórteres, os mais bem preparados editores e colunistas, um jornal não seria absolutamente nada sem a figura elementar para qual ele se destina: o leitor.
Não há peso histórico, marca, abrangência ou investimento jornalístico que dispense o público, pois é ele a ponta final do trabalho de cada órgão de imprensa. Parece um preceito básico – e é – mas ele nem sempre está presente no dia a dia de muitos sites, jornais e revistas país afora. Até porque não é fácil enxergar o óbvio ululante, como pilheriava Nelson Rodrigues. Mas descobri-lo faz a diferença. 
Este ano, por exemplo, ficamos novamente surpresos com o imenso retorno dos nossos leitores, seja nas ruas, seja nas redes sociais ou nos e-mails recebidos em cada edição. Esse espanto é compreensível, pois o leitor não costuma estar presente na confecção de qualquer produto jornalístico. Todos os meses, nós começamos do zero, verificando uma pauta interessante, dentro da nossa linha editorial, para ir em busca dos melhores entrevistados e, assim, produzir o conteúdo para publicação. É um trabalho desafiador, como qualquer outra atividade, mas cujo sentido só se torna evidente quando recebemos todo esse retorno do público, pois é para ele que tudo se destina. O leitor pode não estar fisicamente na redação, mas paira sobre ela 24h por dia.
Sendo assim, nesta edição de fim de ano, decidimos não só trazer as matérias usuais do dia a dia da região, mas também a nossa tradicional retrospectiva, lembrando alguns fatos importantes que ocorreram durante o ano (e que muitas vezes não figuraram no noticiário local), além de relembrar conteúdos que marcaram as páginas do Mania de Saúde, com destaque para as entrevistas feitas com artistas, músicos e escritores de renome nacional, que tanto chamaram a atenção em 2017.
Essa soma de conteúdos exclusivos, feitos nas mais variadas áreas, prestigiando os nossos parceiros, que acreditam no veículo de maior tiragem da região, faz o Mania de Saúde chegar ao fim do ano mais uma vez com a sensação de dever cumprido, desejando um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos, na esperança de que 2018 traga bons frutos a cada um de nós. Nosso mais sincero obrigado!

Texto produzido em: 20/11/2017