A medicina em sua essência. É o que defende o médico neurocirurgião Dr. Paulo Romano. No mês em que é comemorado o Dia do Médico (18 de outubro), o Mania de Saúde homenageia todos os que dedicam suas vidas a cuidarem da vida de outras pessoas que atravessam uma enfermidade.
“O médico, antes de qualquer coisa, precisa sentir a dor do outro que o procura, não necessariamente um paciente, e ser independente para poder ajudar de alguma forma. O papel do médico vai além do consultório e do tratamento de qualquer patologia. O médico precisa ter em mente que ele alivia questões psicoemocionais dos seus pacientes”, declarou Dr. Paulo, que tem mais de 40 anos de profissão.
O neurocirurgião conta que optou pela carreira médica ainda na juventude e revela que não sabe como seria a sua vida sem a medicina. “A minha concepção de ser médico em nada mudou. Eu decidi ser médico pelo mesmo motivo que acordo todos os dias e venho para o consultório. E não vejo a medicina como um trabalho. É algo que tem um sentido muito maior e mais abrangente para mim”.
Com filhos médicos, Dr. Paulo Romano aconselha aos mais jovens que decidiram fazer medicina. “Não pense na carreira médica por conta das questões financeiras. Um médico precisa realmente amar o que faz. Não adianta fazer uma faculdade para lidar com a vida das pessoas pensando em dinheiro. A medicina é diferente de outras profissões nesse sentido. O médico precisa se sentir útil. Útil a ele, aos pacientes e à sociedade, para assim conseguir desempenhar bem o seu papel e, consequentemente, ser valorizado por isso. Qualquer valorização vem depois dos esforços”, disse ele, enfatizando que os novos médicos devem ter uma melhor consciência social. “Vivemos um momento delicado e os médicos não podem fechar os olhos para o que acontece ao seu redor. Ele precisa de uma consciência individual e coletiva para desempenhar seu papel de forma independente e que beneficie a todos”. 

Texto produzido em: 18/09/2018