Durante todo o seu período de atividade, uma das maiores preocupações nas reuniões de pauta do Mania de Saúde é buscar sempre levar informação ao leitor sobre os mais variados temas ligados à área da saúde. Entendemos que nosso papel como veículo de comunicação é procurar sempre profissionais capacitados e reconhecidos em suas áreas para que você tenha sempre o conhecimento daquilo que está presente no nosso dia a dia. 
Nossa ligação com a UniRedentor nos permitiu mergulhar mais profundamente dentro do universo do autismo, que sempre foi cercado de muitas dúvidas pela população em geral. O trabalho realizado no CACI nos permitiu entender um pouco melhor sobre o tema e, consequentemente, trazer em nossas páginas mais informação sobre o assunto. De acordo com a vice-diretora da UniRedentor, Dra. Cláudia Boechat, quanto mais informação as pessoas tiverem sobre o autismo, melhor. “Quanto mais se falar, melhor. Isso pode parecer até um pouco demais, mas o fato é que as pessoas não conhecem de fato o autismo. Existe uma série de ideias erradas e pré-conceitos sobre o assunto. Pessoas que acham que todos os autistas têm que ter alguma habilidade especial, ser hiperdotado. Outros acham que o autista tem alguma deficiência cognitiva. Na verdade, cada autista é diferente do outro. É importante conscientizar que o autismo é só mais uma característica diferente em uma criança, assim como todas são diferentes umas das outras. Uma é mais tímida, outra é mais agitada e isso precisa ser respeitado”.
Ainda segundo a vice-diretora, os meios de comunicação desempenham um papel importante neste cenário. “Quanto mais pessoas forem conscientizadas, melhor, para que se fomente políticas públicas para dar conta dos atendimentos. Quanto mais cedo a criança for abordada, melhor será o seu desenvolvimento. É preciso conscientizar a sociedade, os médicos, os pediatras com relação aos sinais de alerta do autismo, para que a intervenção ocorra o mais precoce possível, porque isso vai ser determinante no desenvolvimento desta criança. E os políticos precisam saber que é preciso que se invista em políticas públicas para a identificação e a intervenção precoce, a fim de que tenhamos uma sociedade com autistas de fato incluídos nela”. 

Texto produzido em: 18/05/2018