Em 2017, o Mania de Saúde continuou com o seu compromisso de trazer ao leitor um leque de matérias e entrevistas com os mais variados temas. Além do conteúdo de saúde, neste ano, algumas figuras conhecidas nacionalmente estiveram em nossas páginas, falando da vida artística e compartilhando um pouco da sua visão de mundo. A proposta de trazer entrevistas com grandes nomes da música, da TV e do cinema reflete a busca do Mania de Saúde em oferecer um conteúdo ainda mais exclusivo aos leitores, que interagiram no nosso Facebook e abordaram nossas equipes na rua, ressaltando a surpresa de ver, na edição do mês, uma entrevista com seus artistas prediletos. Vale a pena relembrar.

 

Logo na primeira edição do ano, a banda Jamz, que foi novamente indicada ao Grammy em 2017, deu dicas para quem está começando agora na área da música. “É preciso estudar muito. Porque é muito difícil levar uma banda, até mesmo para a gente que teve uma visibilidade nacional em 2014 com o programa, é difícil manter as coisas nos trilhos. Ter banda é difícil e no país que a gente vive é ainda mais complicado. Então se você não fizer pelo menos a sua parte, estudando, procurando referências, ouvindo os mais velhos, fica muito mais difícil”, afirmou o tecladista Gustavo Tibi. “Hoje em dia a gente tem a sorte (sorte, com muito trabalho) de viver da nossa banda. Mas antes disso a gente já queria viver da nossa música e graças a Deus tem dado certo até aqui, mas isso porque todo mundo sempre ralou muito e sempre procurou se esforçar e estudar para conseguir isso. Se você quer ter banda, ótimo, mas procure estudar o seu instrumento, independente do foco que você queira dar”, disse o baterista Pepê Santos.

Na edição de maio, quem bateu um papo conosco foi o ator Daniel Rangel. Nascido em Campos, ele estreava nas novelas no papel de Dom Miguel, em Novo Mundo. Além de dividir um pouco de como estavam as rotinas de gravações, o ator falou do projeto que participou dentro da Globo. “Foi incrível, participei da primeira turma desse projeto que existe agora na Globo, chamado ‘Trupe Cena’. Tive a honra de ter aulas com Renata Sorrah, Cássia Kiss, Fernanda Montenegro, Marcos Caruso... Uma experiência e um aprendizado que vou levar para a vida toda. Ficamos ensaiando todos os dias, durante dois meses, uma peça de teatro dentro da Globo, e no final nos apresentamos lá mesmo, construíram um teatro para a gente, foi incrível. E sim, levei muitas amizades, tenho contato com todos que participaram desse projeto comigo, nos tornamos amigos mesmo, saímos quase toda semana. E além das amizades, conheci minha namorada nesse projeto também, então, realmente foi um projeto inesquecível para mim”.

Nas páginas de julho, o leitor conferiu uma entrevista com a atriz Letícia Sabatella, que esteve em Campos, Itaperuna e Macaé com a sua Caravana Tonteria. Ao final da entrevista, perguntamos para a atriz como era o país que ela desejava ver. A resposta foi imediata. “Um país onde haja igualdade. Onde tenhamos inteligência para gerar as matrizes energéticas que possuímos, autonomia e soberania para fundar ações mais protagonistas de novos rumos sustentáveis para o meio ambiente. Que a gente pense sempre em redistribuição de renda. Que tenhamos melhor acesso à formação não apenas tecnocrática, mas também à cidadania, tolerância, respeito às culturas locais, como a sertaneja, a ribeirinha. Isso é o que nos dá identidade e saúde emocional e mental. Desejo que consigamos absorver a sabedoria indígena. É preciso que nós tenhamos esse conhecimento histórico de onde estamos inseridos, quem é a nossa tribo, a nossa raiz. A dívida histórica que nós temos com relação à escravidão, à intolerância, temos que consertar isso antes de qualquer coisa. O espaço para sermos soberanos passa por essas culturas diversas. E Diretas Já! Diretas já não, diretas sempre!”

Quem também visitou a região neste ano foi a banda vice-campeã do programa Superstar, Plutão já foi Planeta. A vocalista Natália Noronha nos contou um pouco sobre o novo trabalho da banda na edição de agosto. “Nós fizemos esse disco novo com um trabalho de produção maior, já que o primeiro havia sido gravado de uma maneira mais despretensiosa. Desta vez, nós contamos com o Gustavo Ruiz produzindo, o que deu uma cara nova à essência da Plutão, que vinha desde o primeiro disco. Houve um zelo maior e foi mais bem pensado. Foi quase um ano dentro do estúdio porque nós interrompemos as gravações para participar do Superstar e, após o programa, tivemos muitos shows na agenda e foi preciso dar uma pausa”.


Finalmente, em novembro, o pernambucano Ayrton Montarroyos falou sobre sua intensa ligação com a música brasileira, que o levou ao título de vice-campeão do The Voice Brasil. “Levei a sério o compromisso que tenho comigo. Não sei cantar outra coisa, então não poderia fazer diferente. Jamais saberia cantar uma música da Beyoncé (cantora pela qual sou apaixonado). Meu negócio é ser intérprete de canção popular. A canção não tem animado as pessoas da mesma forma que animava há 30 anos; acontece. As coisas são cíclicas e o dinheiro é que dita quem está na TV, rádio etc. Temos muito que aprender com Wesley Safadão e Anitta”.