A esporotricose é uma doença que tem como característica o aparecimento de lesões na pele e são causadas por um fungo, o sporothrix schinckii. A doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de carocinhos ou feridas. 
A enfermeira e consultora técnica em tratamento avançado de feridas Dra. Ângela Amaral explica com mais detalhes a doença. “Este fungo é encontrado na natureza e a doença pode ser adquirida por ferimento com vegetais, contato com terra e arranhadura e mordedura de gatos que estejam com a doença. O gato é considerado o principal transmissor da doença para o homem e outros animais. Segundo Barros e Schubach e a revista Panam Salud Publica, a ocorrência de esporotricose em animais e sua transmissão ao ser humano tem sido relatado em diversos países, contudo, em nenhum lugar a doença assumiu proporções epidemiológicas envolvendo pessoas e gatos como no Estado do Rio de Janeiro. Preparar os profissionais de atendimento ambulatorial para unidades de tratamento de lesões para identificação das lesões e evolução clínica é fundamental para encaminhamento e tratamento adequado”.
Dra. Ângela prossegue explicando mais detalhes da doença. “Em função do alerta epidemiológico, foi composta uma equipe multidisciplinar com uma rotina no IPEC/ Fiocruz visando esclarecer aspectos epidemiológicos, laboratoriais e terapêuticos das populações humanas e animal acometidas. A forma clínica mais frequente tem sido a linfocutânea, seguida da cutânea localizada, ambas com aparecimento principal nos membros inferiores, áreas mais expostas a pequenas lesões e arranhaduras dos felinos doentes. Os estudos demonstraram que o grupo mais exposto à contaminação são mulheres de 40 a 59 anos dedicadas às atividades domésticas, seguidas por estudantes que gostam e cuidam dos animais. É importante encaminhar os pacientes suspeitos de lesões por esporotricose para unidades onde haja infectologistas e ou dermatologistas para a terapia sistêmica adequada. Se faz necessário a divulgação nas unidades de saúde das medidas preventivas e de controle da esporotricose humana e animal através de cartazes, folhetos e de outras informações, de acordo com o planejamento do município. A tomada de medidas para intervenção na doença animal é fundamental na esfera de Saúde Pública e, consequentemente, gerando menos custos ao sistema de saúde a longo prazo”, finaliza.

Texto produzido em: 20/07/2017