A dor lombar é uma queixa significativa com a qual os pacientes consultam seu fisioterapeuta ou outros profissionais de saúde frequentemente. É descrita como um diagnóstico de exclusão, onde a dor causada por uma patologia grave suspeita ou confirmada ou a apresentação como síndrome radicular foi descartada. A dor lombar crônica em adultos tem sido bem documentada, tendo uma prevalência ao longo da vida de mais de 70%, uma prevalência de mais de 50% em um ano e uma prevalência pontual de mais de 20%, embora alguns estudos tenham relatado ser tão alta quanto 40%. 
Quem nos fala mais sobre o assunto é o professor Pierre Augusto Victor da Silva, coordenador da Graduação em Fisioterapia da UniRedentor e especialista em Fisioterapia Traumato-ortopédica Funcional e Terapia Manual Aplicada. “As Diretrizes Europeias para o gerenciamento de dor lombar crônica recomendam a terapia de exercício supervisionado (fisioterapia) como tratamento de primeira linha. Na última década, estudos revelaram uma preocupação sobre o papel do exercício na dor lombar. Como muitos pacientes com dor lombar perguntam: Posso realizar todos os exercícios? Estou apto(a) para academia? As diretrizes clínicas para a dor lombar recomendam o fato de permanecerem ativos e o retorno precoce à atividade física como um meio de recuperação mais rápida com menos incapacidade concomitante. No entanto, a permanência ou retorno desses pacientes à prática de exercícios físicos irá depender de uma boa avaliação individual do fisioterapeuta e ou médico. Recomenda-se um tratamento fisioterapêutico inicial para minimizar o quadro e corrigir as falhas biomecânicas que podem ocorrer durante a execução de determinados exercícios, priorizando a saúde do paciente. O ideal é um tratamento preventivo, visando evitar futuras complicações, mantendo a integridade da estrutura musculoesquelética. É de suma importância que os profissionais envolvidos com este paciente estejam em contato para melhor definição dos exercícios a serem realizados, tal qual angulação, movimento, carga e exercício ideal. Os exercícios para dor lombar evoluíram ao longo dos anos com ênfase específica na manutenção da estabilidade da coluna vertebral”, disse.
Ainda de acordo com Pierre, os exercícios de estabilização da coluna visam melhorar o controle neuromuscular, a resistência e a força dos músculos para manter a estabilidade dinâmica da mesma, sendo eficaz para a redução da dor lombar crônica não específica. “Já o trabalho terapêutico enfatizando a estabilização do CORE (grupo de músculos abdominais profundos e vertebrais que atuam estabilizando a coluna) aumenta a capacidade dos músculos segmentares que resultam em função melhorada e diminuição da dor no paciente com dor lombar crônica não específica. Exercícios de controle motor também devem ser utilizados no tratamento. Quando o controle apropriado é desenvolvido, os pacientes podem progredir para uma tarefa funcional mais complexa, visando a ativação dos músculos do CORE em diferentes situações. Uma vez que o exercício é a principal permanência do tratamento da dor lombar acompanhado pelo fisioterapeuta, é importante determinar o tipo de exercício mais específico e direcionado no manejo da dor lombar”.

Texto produzido em: 14/11/2017