Dr. Valdebrando Lemos - Nefrologista, Professor da faculdade de medicina, Dr. João Tadeu Damian Couto e  Dr. Eduardo Emery - Patologista Clinico e Bacteriologista

A busca por novas ferramentas que possam ajudar no diagnóstico e no tratamento de doenças é algo que vemos crescer em nossa região. Claro que as máquinas estão longe de substituir o olhar humano, mas se apresentam neste cenário como instrumentos facilitadores para os médicos. 


Certificado do PELM (Proficiência em Ensaios Laboratoriais)

Nossa reportagem esteve no LabMed e conversou com o Dr. João Tadeu Damian Souto sobre o investimento que tem sido feito em equipamentos que visam trazer cada vez mais precisão ao diagnóstico. “Nós adquirimos dois aparelhos, o BacT/ALERT 3D e o VITEK 2 Compact, que fazem toda a microbiologia automatizada. Eles definem qual a bactéria e qual o antibiótico mais adequado para o tratamento. Além disso, estamos buscando promover uma educação médica continuada. Realizamos, no mês de agosto, uma conferência de antibioticoterapia, debatendo como interpretar e utilizar as informações atuais do antibiograma (MIC) na prática médica, com o Dr. Eduardo Emery, mestre em bacteriologia pela UFRJ, esclarecendo o uso desses aparelhos que adquirimos. Eles dão a concentração inibitória mínima, isso quer dizer que não permite que a bactéria cresça, mostrando qual a menor quantidade de antibiótico que vai atuar em uma determinada bactéria. Explicando melhor, existe o antibiótico que precisa de uma concentração maior para atuar em um menor espaço de tempo e aquele que atua em um tempo maior. Então, de acordo com o MIC, que é o valor mínimo de medicação para inibir o crescimento da bactéria, o médico vai desenvolver o melhor plano de tratamento para aquele paciente”, afirma Dr. João Tadeu.

O médico ainda nos conta mais especificamente como esses novos aparelhos ajudam a acelerar o diagnóstico. “É uma inovação que facilita na agilidade do exame e que agrega valor à qualidade do nosso resultado. Além disso, o resultado sai muito mais rápido. O BacT/ALERT 3D faz a hemocultura. Após colher o sangue do paciente, coloca-se em frascos de cultura e leva-se até o aparelho. Quando se faz isso manualmente, levam-se em média 24 horas para ter o resultado. Com os sensores deste aparelho, ele identifica isso rapidamente, às vezes com seis horas você já consegue fazer o antibiograma para saber qual antibiótico vai agir inibindo aquela bactéria. Eu acredito que hoje é cada vez mais fundamental ter uma qualificação continuada. E tudo o que pudermos fazer com relação à inovação e melhorias e que for possível discutir com a classe médica, nós o faremos. E, acima de tudo, manter o controle de qualidade. Atualmente, nós participamos do PALC (Programa de Acreditação da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica), que, diferentemente do ISO, é mais abrangente, porque tem a intenção de ver a qualificação total do laboratório: na portaria, no atendimento, na coleta, na parte técnica. Nós estamos em fase de finalização desta creditação. Além disso, participamos também do PELM (Proficiência em Ensaios Laboratoriais)”, finaliza.

Texto produzido em: 20/08/2015