Já se tornou comum, nos dias de hoje, ver as crianças e os adolescentes passando o dia grudados ao celular, seja trocando mensagens com os amigos, seja se entretendo com algum jogo eletrônico. Esse costume, que está cada vez mais arraigado no cotidiano das famílias, faz com que os jovens sintam dificuldade em se dedicar aos estudos fora da sala de aula, devido à quantidade de estímulos gerados pelo mundo digital para cativar sua atenção. 
Felizmente, no entanto, algumas escolas já perceberam essa tendência e vêm criando alternativas eficazes para que os alunos se sintam mais motivados a estudar em casa, como é o caso do Colégio Alpha, em Campos. Quem nos fala sobre o assunto é a diretora pedagógica Ana Beatriz Machado. 
“A internet, o celular e o videogame prendem muito a atenção do jovem de hoje e podem desvirtuar a prática do estudo devido a esses outros interesses. É um desafio diário, para a escola, competir com essa realidade, sobretudo em relação aos pré-adolescentes e adolescentes, pois, no caso das crianças, os pais exercem um controle maior quanto à rotina, porque elas ainda não têm uma autonomia completa de estudo. Já aqueles que vão entrando numa faixa etária maior, de 12 ou 13 anos em diante, possuem uma certa autonomia nas suas decisões, nos seus horários, o que é muito importante, porque isso faz parte do processo de amadurecimento. O grande desafio é associar esse estímulo à autonomia do jovem com a responsabilidade do estudo, porque hoje eles têm todos esses influenciadores externos, que são a internet e o celular”, afirma a diretora. “Aqui no Alpha a gente tem duas formas de vencer esse desafio, que é a utilização de uma plataforma educacional e, também, a atuação do setor de psicopedagogia, cujo trabalho faz uma enorme diferença no processo de ensino/aprendizagem”.
Segundo a diretora, o Alpha trabalha com o material Eleva, que oferece ao aluno aquilo que os educadores chamam de plataforma adaptativa. “Através do computador ou do celular, o aluno tem acesso a um jogo educativo, como se fosse um videogame, onde são apresentados desafios com base no conteúdo dado em sala de aula, dentro da linguagem dele. Por que a gente diz que ela é uma plataforma adaptativa? Porque os desafios são adequados à dificuldade que o aluno apresenta na medida em que vai resolvendo as questões. Trata-se de um recurso inovador porque, além dos desafios, a plataforma conta com videoaulas e professores on-line para tirar qualquer dúvida. Isso é muito interessante para o aluno. Porque uma coisa é ele assistir à aula na escola e fazer os exercícios com a orientação do professor. Outra é se defrontar com as suas dificuldades quando está em casa. Daí a importância da prática diária do estudo. A plataforma adaptativa oferece a possibilidade de tornar isso mais atraente, numa linguagem mais adequada ao jovem de hoje, com os mesmos conteúdos dados em sala de aula, por meio de um material confiável e reconhecido pela sua qualidade”, disse.
Ana Beatriz Machado conta que, ainda assim, muitas crianças e adolescentes precisam de uma orientação maior quanto aos hábitos de estudo. É nesse momento que a psicopedagogia faz a diferença. “Por isso temos, na escola, um setor próprio de psicopedagogia. O objetivo é atender aqueles que estão com dificuldades nos estudos. Esse trabalho vai ensinar o aluno a estudar. Não é dar, a ele, uma aula de um conteúdo específico. É fazer com que o aluno perceba a necessidade de criar um cronograma de estudo, uma rotina de exercícios, fazer a divisão de tarefas e entender que estudar um pouco a cada dia é melhor do que acumular tudo para as semanas de prova. O setor de psicopedagogia cumpre com esse papel, além de chamar a família para a escola, porque a gente não consegue sucesso nesse trabalho se a família não apoiar tanto o colégio, quanto o aluno”, explicou.
Todo esse processo, conforme lembra a diretora, acaba facilitando a vida do aluno perante o ENEM. “Aqui, no Alpha, a gente sempre alerta os nossos alunos que o ENEM não acontece só no terceiro ano. Ele começa muito antes. O próprio nome da avaliação diz isso. O ENEM abrange todo o ensino médio. Então, não é algo que o aluno vai priorizar apenas no terceiro ano. Ele tem que ter o domínio do conteúdo desde o início e aprender a estudar para uma prova tão específica como essa”, ressalta a diretora. “Uma das formas de avaliar os alunos é fazer simulados dentro do modelo ENEM, para que possam ir se familiarizando com a prova. Eles fazem isso desde o primeiro ano do ensino médio. E, na medida em que são estimulados ao estudo desde cedo, eles chegam a esse estágio com uma prática e uma vivência muito mais madura do processo de ensino/aprendizagem. O aluno fica mais confiante. Se ele foi estimulado desde o ensino fundamental para a prática diária de estudo e tem uma escola que o estimula, bem como o apoio da família, ele chega ao ensino médio com muito mais confiança, ciente de que pode superar os desafios para ter sucesso no vestibular e, enfim, realizar os seus sonhos”.

Texto produzido em: 22/03/2019