O ditado popular diz que a terceira idade é a melhor idade. A afirmação faz todo sentido quando se vê senhoras de 60, 70, 80 e até 90 anos dançando ou senhores de cabelos grisalhos ou sem cabelo algum praticando atividades físicas. Com vitalidade e disposição para dar e vencer, os idosos deixam muitos jovens com inveja e comprovam que estão na “flor da idade”. 
A população com mais de 60 anos nos dias de hoje não tem o mesmo perfil do que os idosos de outros tempos. “O idoso de hoje sabe os seus direitos, sabe cobrá-los e não suporta ser feito de bobo”, afirma o secretário dos Direitos do Idoso, Gilson Gomes, destacando a autoestima dos mais velhos. “Eles já criaram os filhos e até os netos, estão aposentados, e querem viver. O idoso não gosta do ócio”.

Para combater a inatividade das senhoras e dos senhores, a secretaria oferece cursos em sete centros de convivência, além de atividades físicas e gincanas. “Não tratamos o idoso como um enfermo. A gente trabalha para promover a integração social desta parcela da população. Não deixamos o idoso se sentir fora do contexto social, e isso o mantém ativo”, declara Gilson, revelando que cerca de 12% da população campista é idosa.

A secretaria dos Direitos do Idoso foi criada em Campos há pouco mais de um ano com objetivo de reforçar o Estatuto do Idoso que está em vigor desde 2003 no Brasil. A fiscalização em bancos, supermercados e estabelecimentos públicos e privados aumentaram, além da assistência jurídica para este tipo de público. “O nosso papel é conscientizar os idosos sobre os seus reais direitos e também a população sobre isto. Por exemplo, um erro muito comum é a fila prioritária. Às vezes a fila prioritária está maior do que a fila comum, mas o que a lei diz é que o atendimento deve ser prioritário e rápido. Então, neste tipo de caso, o idoso deve ser atendido o quanto antes na fila comum mesmo. A prioridade para o idoso é ser o próximo a ser atendido”, concluiu o secretário.

Texto produzido em: 23/09/2014