A cirurgia videolaparoscópica surgiu há mais ou menos 25 anos no Brasil e são cirurgias minimamente invasivas, onde se utilizam pequenas incisões para ter acesso à cavidade abdominal com usos de câmeras e instrumentos próprios para esse tipo de cirurgia. Nossa reportagem conversou com o médico cirurgião geral Dr. Gustavo Cunha Rodrigues, especialista em cirurgia geral pela AMB/CBC, membro da SOBRACIL (Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica e Robótica) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Ele explica quais são as indicações para este tipo de procedimento. “Hoje em dia, a cirurgia videolaparoscópica pode ser indicada para vários casos, desde os mais simples, como por exemplo, hérnias, vesícula e apendicite, até cirurgias mais complexas, como para ressecção de tumores abdominais, ou cirurgia bariátrica, e alguns casos ginecológicos, por exemplo endometriose. Além disso, trata-se de um importante instrumento para o diagnóstico das dores pélvicas crônicas, que não tenham um diagnóstico definido por exames de imagem, como a tomografia ou ressonância magnética”, disse.
Dr. Gustavo fala ainda dos benefícios deste tipo de cirurgia e de como ela é realizada. “São cirurgias com menor trauma e com uma recuperação mais rápida, permitindo o retorno às atividades cotidianas mais rapidamente. Podem ser feitas cirurgias avançadas em várias especialidades, do aparelho digestivo à cirurgia ginecológica, na qual a paciente é beneficiada esteticamente em razão de incisões menores. Além disso, pode ser realizada para diagnosticar ou tratar algumas doenças ginecológicas específicas, como endometriose, aderências, doenças do útero e ovários. O procedimento é realizado por meio de pequenas incisões na região abdominal, onde é inserido o aparelho com uma câmera, que guiará o médico durante a cirurgia, que consiste em cauterizar os tecidos danificados e retirar as aderências do endométrio ocasionadas pela endometriose. Em casos mais graves, é preciso retirar órgãos que tenham sido danificados pelas aderências, como ovários, útero, bexiga e partes do intestino”, finaliza.


Segundo Dr. Gustavo Cunha, dentre as vantagens da cirurgia videolaparoscópica em relação à cirurgia aberta, podemos citar:


·   Menor trauma cirúrgico (menor reação local e sistêmica)
·   Recuperação mais precoce
·   Menos dor no pós-operatório
·   Menor sangramento nos transoperatórios
·   Menor índice de infecção
·   Menor íleo paralítico no pós-operatório
·   Menor incisão cirúrgica (melhor aspecto estético)
·   Menor formação de aderências (menores taxas de obstruções intestinais no futuro).

Texto produzido em: 07/12/2017