O esporte é realmente a oportunidade para muitos jovens mudarem de vida. E foi pensando em ajudar as crianças e os adolescentes que o tricampeão brasileiro e campeão mundial amador de bodyboarding Bruno Invyk mantém a escolinha que leva o seu nome na praia do Farol. Em entrevista ao Mania de Saúde, o atleta e agora professor contou as dificuldades que enfrentou para chegar às conquistas e o que busca deixar como legado.
Bruno iniciou no bodyboarding aos 14 anos, com a ajuda do amigo Geordany Ferreira. Sem uma prancha para treinar, ele precisava pegar o material emprestado para treinar e até competir. “Até que um dia, em 1997, ganhei meu primeiro campeonato e minha primeira de muitas pranchas profissionais. Em seguida eu comecei a treinar e minha mãe só fazia questão de que eu não parasse de estudar. Tive ajuda de algumas pessoas, como Nelson Memei e Sergio Gomes. Em 2003 me tornei campeão brasileiro e, ao mesmo tempo, comecei a dar aulas. Centenas de crianças já passaram pela escolinha, crianças essas que receberam cuidados dentário, psicológico e escolar, e hoje se tornaram pessoas de bem, alguns engenheiros, alguns professores. Com apoio de amigos e desconhecidos que fazem doações, eu vou levando a escolinha adiante”.
Aos 32 anos, Bruno contou os motivos que o levaram a deixar de competir o esporte que sempre amou. “Em 2012, venci a última etapa do Campeonato Brasileiro e fui para Espanha representar o Brasil, mas, na volta, mesmo com alguns títulos, tive uma decisão que todos não entendem até hoje. Parei de competir porque a falta de patrocínio era um fator muito forte. Mesmo vencendo, não tinha apoio, e eu não conseguia ser atleta e correr atrás de patrocínio ao mesmo tempo. Abri minha loja no Farol e meu sustento hoje é esse. Não me arrependo de ter parado, apesar de sentir falta da adrenalina da competição. Hoje eu tento voltar, mas a falta de apoio ainda é um problema”. 
Atualmente, a escola de bodyboarding Bruno Invyk conta com mais de 50 crianças e adolescentes, dos 8 aos 20 anos, com aulas duas vezes por semana. E das areias do Farol despontam atletas que vão disputar os títulos pelo Brasil afora, como Ailton Neto e Dionatan Barroso na categoria profissional, o Marco Aurélio no Open e o Igor e o Edson Rangel entre os juniores. “O Farol é lindo e eu faço muita propaganda do lugar onde nasci e cresci. A gente recebe gente que vem da Bahia, por exemplo, para surfar. E aqui tem muita gente boa que vai dar o que falar no surf e no bodyboarding. Eu espero passar tudo que sei e tudo que acredito para cada um deles. Falo para os meus alunos serem persistentes. Isso os ajudará se tornarem grandes campeões”.

Texto produzido em: 18/03/2016