Sthevo Damaceno

Sthevo Damaceno

Grandes nomes nas páginas do Mania - Parte II

Na mesma linha de personalidades importantes, o Mania de Saúde trouxe, em 2017, entrevistas com autores de projeção nacional, que estiveram no ranking dos livros mais vendidos do país e discutiram, em nossas páginas, temas ligados ao Brasil e ao valor da leitura. Na primeira edição do ano, a jornalista Belisa Ribeiro falou, ao Mania de Saúde, sobre o livro... (continua)

Nosso mais sincero obrigado

Nos papos que tive com Sylvio Muniz, fundador do Mania de Saúde, o jornalismo era, naturalmente, um tema sempre em evidência, não apenas por dever de ofício, mas até mesmo por interesse pessoal de ambas as partes, como ele costumava brincar. Nessas conversas, sempre debatíamos sobre o que deveria nortear a conduta dos jornais, tendo em vista que muitos deles morriam ou, ao menos, deixavam de... (continua)

Confesso que perdi

Quando cursava jornalismo, no Centro Universitário Fluminense, li um dos livros mais fascinantes sobre a profissão: “Minha Razão de Viver”, de Samuel Wainer, que destrincha tudo o que ele viu e ouviu na imprensa, na política e na cultura brasileira do século XX. Logo no primeiro capítulo, por exemplo, somos levados ao encontro de Getúlio Vargas, no autoexílio que o... (continua)

Um salve a Iberê Camargo

Alguém notou que o Congresso Nacional é capaz de gerar notícias menos alarmantes para o país? Uma delas ocorreu no dia 20 de setembro, na sala da presidência da Câmara, onde o deputado Fábio Ramalho montou, para seus pares e para a imprensa, uma mesa com queijos artesanais e linguiças fritas. Os produtos (assim como o parlamentar) vinham de Minas. Farra com dinheiro... (continua)

La Rochefoucauld estava certo?

Nada mais estranho do que falar sozinho, não é mesmo? Ainda bem que a crônica é uma conversa… Por isso me dirijo tanto a vocês. Será que assim nos livramos da fatalidade tão bem descrita por Fernando Sabino? Ele era fã de jazz e admirava a união provocada pela música, que dependia apenas de improvisos alheios, muito diferente da solidão de quem... (continua)

Em nome dos pais

Quem pega pela primeira vez nas mãos o livro “Em nome dos pais”, do jornalista Matheus Leitão, provavelmente não tem ideia do peso e da relevância da obra. Mas aqueles que leram reconhecem, nela, um dos grandes feitos do jornalismo brasileiro deste século.  Não era para menos. Matheus fez, no livro, uma verdadeira radiografia da geração de seus pais (os... (continua)

Não é uma lição?

  Michel de Montaigne é o aristocrata francês que virou a filosofia de cabeça para baixo ao escrever o seu tão celebrado Essais (Ensaios), lá pelos idos de 1580, quando o Brasil ainda engatinhava como civilização. Montaigne se distinguia por, entre outras coisas, igualar os homens e os animais num tempo em que essa ideia era praticamente uma heresia. “Temos que reconhecer... (continua)

A voz de Rubem Fonseca

Eis que meu amigo Rogério me pede um depoimento sobre Rubem Fonseca. O Rogério e outros leitores vieram falar comigo da crônica em que narrei a trajetória do Otto Lara Resende, publicada na edição passada. Não foi inteiramente sobre o Otto, mas vá lá. Quem julga não sou eu. Mas quis saber o motivo do apreço. Foi surpreendente a história do Otto,... (continua)

Vocês me fazem lembrar do Otto...

Quem é um pouco mais velho, ou conhece bem o cronismo brasileiro, deve se lembrar da figura saudosa de Otto Lara Resende, um dos “quatro cavaleiros de um íntimo apocalipse”, na definição de Drummond (os outros eram Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino). Este epíteto, aliás, era sugestivo: os quatro mineiros saíram de uma Belo Horizonte... (continua)

O prazer do poema

Quem me lê neste espaço, ou me conhece há algum tempo, deve saber da minha ligação com a poesia. Pois bem. Hora ou outra algum amigo me pergunta qual é a graça de ler poemas ou de valorizar poetas mais do que algum ídolo da atualidade. Vou dizer o por quê. Mas, antes, preciso fazer um adendo. Ou melhor, uma confissão: tenho a maior pena dos jovens que idolatram... (continua)