Fernando da Silveira

Fernando da Silveira

Fernando da Silveira é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, advogado, professor da Faculdade de Direito de Campos. É membro da Academia Campista de Letras e colunista/colaborador do Jornal Mania de Saúde.

O Cristianismo e a modernidade líquida

Como é hoje moda falar mal do Cristianismo, Catherine Nixey vem sendo aplaudida por ter defendido, no ensaio denominado “Darkening”, a tese de que os cristãos destruíram, na Idade Média, o mundo clássico com a pilhagem de templos e queima de livros. O olhar vesgo dessa historiadora afetada pela tenebrosa modernidade líquida a levou espantosamente nem ver Santo Agostinho,... (continua)

Leiturinha que na praia deu pano para manga

A minha crônica “Uma leiturinha para passar o tempo na praia” deu surpreendentemente pano para mangas. Ou melhor, está dando o que falar. Suscitando até cascudos na minha vetusta careca. Mas, teve também o seu lado positivo, pois uma jovem belíssima me pediu que, na próxima edição do Mania de Saúde, levasse ao público o célebre poema que citei de... (continua)

Uma leiturinha para passar o tempo na praia

Certamente, o Dr. Joaquim Sizino Rocha ao viver repetindo a frase, que colocamos na epígrafe deste texto, foi por jamais ter esquecido da crônica-conto de Guilherme de Almeida intitulada “Os homens práticos”. Altamente sensível, Dr. Sizino Rocha numa simples frase sintetizou o recado que Guilherme de Almeida deveria nos ter dado ao elaborar a instigante página marcada pela... (continua)

O natal e a rainha do brasil

Tenho no meu quarto uma imagem belíssima de Nossa Senhora. Talvez por isso entendido numa percepção equivocada como pobre e feia a representação humana da Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo encontrada pelos pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, no trecho em que o Rio Paraíba do Sul se estende pelas plagas paulistas. Esta estátua de pequeno porte... (continua)

Professores e alunos juntos devem crescer

O desrespeito ao Professor, no Brasil, pode-se de plano verificar pelos seus reduzidos salários e pelas agressões de que são vítimas muitas vezes em sala-de-aula. Há, por outro turno, um dado, que poucas pessoas notam: o entendimento equivocado de como inteligentemente afastar-se do magister dixit. Sim, do império do magister dixit (assim disse o Mestre, logo temos que obedecê-lo sem... (continua)

A lição de um Juiz campista para os brasileiros

Certamente o Dr. Abbês, autor da frase da epígrafe, nos chama a atenção sobre a importância do trabalho manual tão relegado pelas camadas mais altas da sociedade brasileira. Recado para os que o menosprezam. E que partiu de alguém que confessava ter vencido na vida porque o trabalho manual aguçou a sua inteligência. Curioso, é que esse detalhe para o desenvolvimento... (continua)

Um livro para nos tornar melhor

O belo comentário que o querido e ilustre médico Adilson Sarmet fez sobre o livro “E se o inesperado acontecer?” do advogado Carlos Magno Villar, comentário do qual pincei uma frase para colocar na epígrafe desta crônica, é no fundo um convite para que despertemos o que há de melhor em nossa alma. Podendo-se dizer ainda com veemência que é um brado com o... (continua)

Aspecto calamitoso das revoluções

O sobrenome Voikov de Vladimir da epígrafe deste texto nos leva a presumir que, talvez, ele tenha como ancestral o químico Pyotr Voikov, que forneceu o ácido usado pelos comunistas (bolcheviques) para dissolver os corpos da família real russa por eles assassinada. Para ser mais claro: o Czar, a Czarina e os cinco filhos do casal. Sim, cinco filhos. Tétrica, medonha dimensão do ódio... (continua)

O olhar ambíguo para alguém que estimamos

Sinto-me um privilegiado por ter estudado no Liceu de Humanidades de Campos, ao andar pelo ginásio lá pelos anos 40 do século passado, pois nesse estabelecimento de ensino, ao lado de vários expoentes da inteligência de nossa Terra, tive como professor o insigne Mestre Gentil de Castro Faria. Ele conquistou os alunos de tal maneira, que nós o acompanhávamos até à porta de... (continua)

Um Olhar Lírico Para a Mulher À Beira-Mar

“Nada mais belo do que uma sereia desfilando na orla marítima”. – Ricardo Maranhão.   Dizem que o demônio quando ficou velho tornou-se ermitão. Seria o que está acontecendo comigo ao comprar livros para ler na praia, quando antigamente nas férias praianas os meus olhos só se voltavam para as moçoilas desfilando com trajes de banho pela orla... (continua)