Fernando da Silveira

Fernando da Silveira

Fernando da Silveira é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, advogado, professor da Faculdade de Direito de Campos. É membro da Academia Campista de Letras e colunista/colaborador do Jornal Mania de Saúde.

O olhar ambíguo para alguém que estimamos

Sinto-me um privilegiado por ter estudado no Liceu de Humanidades de Campos, ao andar pelo ginásio lá pelos anos 40 do século passado, pois nesse estabelecimento de ensino, ao lado de vários expoentes da inteligência de nossa Terra, tive como professor o insigne Mestre Gentil de Castro Faria. Ele conquistou os alunos de tal maneira, que nós o acompanhávamos até à porta de... (continua)

Um Olhar Lírico Para a Mulher À Beira-Mar

“Nada mais belo do que uma sereia desfilando na orla marítima”. – Ricardo Maranhão.   Dizem que o demônio quando ficou velho tornou-se ermitão. Seria o que está acontecendo comigo ao comprar livros para ler na praia, quando antigamente nas férias praianas os meus olhos só se voltavam para as moçoilas desfilando com trajes de banho pela orla... (continua)

A aventura suicida das mutações

O Antônio Feliciano de Castilho da epígrafe, célebre poeta e prosador português e um dos renovadores com Herculano e Garrett da literatura portuguesa por eles despertada do marasmo arcádico e pseudoclássico, bem antes do nosso tempo já havia previsto o que está acontecendo agora: a desumanização do ser humano. A exaltação extrema da natureza animal do... (continua)

Humanismo, instrumento fecundo de agregação humana

Há alguns dias tornei-me amigo do francês Gilles Galant num encontro fortuito em mesa de bar. Aliás, o referido intelectual já foi entrevistado por Sthevo Damasceno, o brilhante e atento editor do Mania de Saúde. Nesta aproximação casual com Monsieur Galant, tive a sensação de celebrar com tal fato uma velha amizade. Tomei, assim, mais uma vez consciência de que o... (continua)

Ler não é tresler

A minha crônica publicada no mês passado aqui no Mania de Saúde, tem suscitado debates nas rodas boêmias das noites campistas. Segundo soube, biriteiros de direita e de esquerda quase se engalfinharam por causa do meu texto. O que, aliás, me deixou altamente feliz. Afinal, estou sendo lido, ainda que no reduto dos irmãos da opa, da pândega, da folia regados com muito... (continua)

O vazio da ética moderna

Na crônica do mês passado, disse com outras palavras aqui no Mania de Saúde, que Xenofonte tinha consciência dos seus crimes como general a defender interesses extremamente canalhas dos gregos, em prejuízo de outros povos. Daí alertar os seus comandados, nas planícies da Anatólia, que “os oponentes tinham boas razões para matá-los, já que ocupavam pela... (continua)

Xenofonte era xenófobo?

“É preciso ter cautela de não abusarmos em querer ser popular, pois um dia poderás te transformar em vulgar”. – J. Bernardo Cabral (Relator-Geral da Assembleia Nacional Constituinte). Por que não falar de um genial general grego, que poderia ser entendido também como filósofo e até como historiador, se algumas coisas que sabemos sobre Sócrates,... (continua)

Explicando a razão de compreender as Gabors

No fundo, jamais deixei de ser um sátiro a exaltar as mulheres. Em alguns momentos, maliciosamente, na noite carioca do meu tempo de moço. Ou nas manhãs radiosas de um Rio de Janeiro de sonho. Ah! As praias repletas de ninfas a desfilarem liricamente com os maiôs de duas peças. Tal comportamento não me envergonha. Afinal, sempre as respeitei profundamente. Daí nunca avançar o... (continua)

As Gabors ainda na ordem do dia

Nas minhas duas últimas crônicas sobre as Gabors, não falei, que Magda, a mais discreta das três irmãs, que colocaram os Anos Dourados de cabeça para baixo com a sua irreverência, pode ser vista como heroína. Parece-me pertinente dizer que antes dos Anos Dourados, isto é, de 1942 a 1944, no transcurso da Segunda Grande Guerra Mundial, ela não só transportou... (continua)

A sensacional Jolie Gabor

“Tenho pouco mais de 21 anos e, mesmo não sofrendo de crono-inversão, jamais jogaria fora a mãe de Magda, Eva e Zsa Zsa Gabor”. – Nelson Lontra Costa. Um leitor me interpela querendo saber o nome da mãe de Magda, Eva e Zsa Zsa Gabor, criticando-me, em face de a ter mencionado aqui no Mania de Saúde sem dizer como a genitora das beldades se chamava. De pronto lhe falei que o seu... (continua)