Fernando da Silveira

Fernando da Silveira

Fernando da Silveira é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, advogado, professor da Faculdade de Direito de Campos. É membro da Academia Campista de Letras e colunista/colaborador do Jornal Mania de Saúde.

Ler não é tresler

A minha crônica publicada no mês passado aqui no Mania de Saúde, tem suscitado debates nas rodas boêmias das noites campistas. Segundo soube, biriteiros de direita e de esquerda quase se engalfinharam por causa do meu texto. O que, aliás, me deixou altamente feliz. Afinal, estou sendo lido, ainda que no reduto dos irmãos da opa, da pândega, da folia regados com muito... (continua)

O vazio da ética moderna

Na crônica do mês passado, disse com outras palavras aqui no Mania de Saúde, que Xenofonte tinha consciência dos seus crimes como general a defender interesses extremamente canalhas dos gregos, em prejuízo de outros povos. Daí alertar os seus comandados, nas planícies da Anatólia, que “os oponentes tinham boas razões para matá-los, já que ocupavam pela... (continua)

Xenofonte era xenófobo?

“É preciso ter cautela de não abusarmos em querer ser popular, pois um dia poderás te transformar em vulgar”. – J. Bernardo Cabral (Relator-Geral da Assembleia Nacional Constituinte). Por que não falar de um genial general grego, que poderia ser entendido também como filósofo e até como historiador, se algumas coisas que sabemos sobre Sócrates,... (continua)

Explicando a razão de compreender as Gabors

No fundo, jamais deixei de ser um sátiro a exaltar as mulheres. Em alguns momentos, maliciosamente, na noite carioca do meu tempo de moço. Ou nas manhãs radiosas de um Rio de Janeiro de sonho. Ah! As praias repletas de ninfas a desfilarem liricamente com os maiôs de duas peças. Tal comportamento não me envergonha. Afinal, sempre as respeitei profundamente. Daí nunca avançar o... (continua)

As Gabors ainda na ordem do dia

Nas minhas duas últimas crônicas sobre as Gabors, não falei, que Magda, a mais discreta das três irmãs, que colocaram os Anos Dourados de cabeça para baixo com a sua irreverência, pode ser vista como heroína. Parece-me pertinente dizer que antes dos Anos Dourados, isto é, de 1942 a 1944, no transcurso da Segunda Grande Guerra Mundial, ela não só transportou... (continua)

A sensacional Jolie Gabor

“Tenho pouco mais de 21 anos e, mesmo não sofrendo de crono-inversão, jamais jogaria fora a mãe de Magda, Eva e Zsa Zsa Gabor”. – Nelson Lontra Costa. Um leitor me interpela querendo saber o nome da mãe de Magda, Eva e Zsa Zsa Gabor, criticando-me, em face de a ter mencionado aqui no Mania de Saúde sem dizer como a genitora das beldades se chamava. De pronto lhe falei que o seu... (continua)

Sylvio Muniz, o Educador Iluminado

“Levar o empenho de educar das escolas, das universidades e das igrejas para os clubes, bares, cafés etc, enfim, para onde palpita intensamente a vida social”- Latour Aroeira.  Quando Latour Aroeira, numa edição niteroiense da revista Planície do campista José Honório de Almeida, lá pelos anos 50 do século passado, deixou grafado em artigo a... (continua)

O Brasil não pode perder a sua alma

Eu me sinto, embora figurinha da classe média, com muita honra latino-americano. Não nego, porém, que sentimentos atávicos decorrentes da luta de Portugal contra a Espanha para se manter independente e que o fez se lançar aos braços da Inglaterra, bem como os conflitos dos brasileiros contra, sobretudo, os nossos vizinhos argentinos e paraguaios (vergonhosamente, às vezes, para... (continua)

A arte de se pinçar as coisas boas da vida

“Como a ideologia e a religião, a arte é uma tentativa de dar sentido à vida”. – Michel Laub.   Não sou noveleiro, na acepção de pessoa que adora telenovela, isto é, que não perde um capítulo das novelas teatralizadas e apresentadas pela televisão, mas, embora não tendo acompanhado o desenrolar da badalada “A Regra do... (continua)

O Brasil era bem melhor, na época do Sustincau

“A menininha pedindo aos pais para lhe comprar o ‘sustincau’ e o escritor Otto Lara Resende a observando atentamente”. – Carlos Duarte a registrar numa reportagem episódio sem grande interesse jornalístico para os insensíveis de carteirinha.      Vou de plano avisar os navegantes, que escreverei com letras maiúsculas Moreninho Maroto e Sustincau,... (continua)