Fernando da Silveira

Fernando da Silveira

Fernando da Silveira é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, advogado, professor da Faculdade de Direito de Campos. É membro da Academia Campista de Letras e colunista/colaborador do Jornal Mania de Saúde.

Política e Politicagem

Parece-me do alto da minha ousadia de velho gagá, que o notável James Freeman Clarke se equivocou ao dizer que os políticos “pensam nas próximas eleições e os estadistas nas próximas gerações”. Na verdade, são os politiqueiros e não os políticos, que esquecem do amanhã. Sim, o infame grupo dos politiqueiros extremamente apegado ao... (continua)

A vingança da natureza

Os falsos estadistas, mais preocupados com os votos da massa ignara do que com o futuro do país e, consequentemente, com o próprio porvir dos brasileiros, sempre procuraram ignorar que o Lorde Cavendish ao passar, no século XVI, pelo Nordeste da então América Portuguesa, chamou esse retalho do Brasil de torrão de ouro, tal a exuberância das áreas que poderiam ser cultivadas. E o... (continua)

O Cristianismo e a modernidade líquida

Como é hoje moda falar mal do Cristianismo, Catherine Nixey vem sendo aplaudida por ter defendido, no ensaio denominado “Darkening”, a tese de que os cristãos destruíram, na Idade Média, o mundo clássico com a pilhagem de templos e queima de livros. O olhar vesgo dessa historiadora afetada pela tenebrosa modernidade líquida a levou espantosamente nem ver Santo Agostinho,... (continua)

Leiturinha que na praia deu pano para manga

A minha crônica “Uma leiturinha para passar o tempo na praia” deu surpreendentemente pano para mangas. Ou melhor, está dando o que falar. Suscitando até cascudos na minha vetusta careca. Mas, teve também o seu lado positivo, pois uma jovem belíssima me pediu que, na próxima edição do Mania de Saúde, levasse ao público o célebre poema que citei de... (continua)

Uma leiturinha para passar o tempo na praia

Certamente, o Dr. Joaquim Sizino Rocha ao viver repetindo a frase, que colocamos na epígrafe deste texto, foi por jamais ter esquecido da crônica-conto de Guilherme de Almeida intitulada “Os homens práticos”. Altamente sensível, Dr. Sizino Rocha numa simples frase sintetizou o recado que Guilherme de Almeida deveria nos ter dado ao elaborar a instigante página marcada pela... (continua)

O natal e a rainha do brasil

Tenho no meu quarto uma imagem belíssima de Nossa Senhora. Talvez por isso entendido numa percepção equivocada como pobre e feia a representação humana da Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo encontrada pelos pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia, no trecho em que o Rio Paraíba do Sul se estende pelas plagas paulistas. Esta estátua de pequeno porte... (continua)

Professores e alunos juntos devem crescer

O desrespeito ao Professor, no Brasil, pode-se de plano verificar pelos seus reduzidos salários e pelas agressões de que são vítimas muitas vezes em sala-de-aula. Há, por outro turno, um dado, que poucas pessoas notam: o entendimento equivocado de como inteligentemente afastar-se do magister dixit. Sim, do império do magister dixit (assim disse o Mestre, logo temos que obedecê-lo sem... (continua)

A lição de um Juiz campista para os brasileiros

Certamente o Dr. Abbês, autor da frase da epígrafe, nos chama a atenção sobre a importância do trabalho manual tão relegado pelas camadas mais altas da sociedade brasileira. Recado para os que o menosprezam. E que partiu de alguém que confessava ter vencido na vida porque o trabalho manual aguçou a sua inteligência. Curioso, é que esse detalhe para o desenvolvimento... (continua)

Um livro para nos tornar melhor

O belo comentário que o querido e ilustre médico Adilson Sarmet fez sobre o livro “E se o inesperado acontecer?” do advogado Carlos Magno Villar, comentário do qual pincei uma frase para colocar na epígrafe desta crônica, é no fundo um convite para que despertemos o que há de melhor em nossa alma. Podendo-se dizer ainda com veemência que é um brado com o... (continua)

Aspecto calamitoso das revoluções

O sobrenome Voikov de Vladimir da epígrafe deste texto nos leva a presumir que, talvez, ele tenha como ancestral o químico Pyotr Voikov, que forneceu o ácido usado pelos comunistas (bolcheviques) para dissolver os corpos da família real russa por eles assassinada. Para ser mais claro: o Czar, a Czarina e os cinco filhos do casal. Sim, cinco filhos. Tétrica, medonha dimensão do ódio... (continua)