Fernando da Silveira

Fernando da Silveira

Fernando da Silveira é Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, advogado, professor da Faculdade de Direito de Campos. É membro da Academia Campista de Letras e colunista/colaborador do Jornal Mania de Saúde.

Professores e alunos juntos devem crescer

O desrespeito ao Professor, no Brasil, pode-se de plano verificar pelos seus reduzidos salários e pelas agressões de que são vítimas muitas vezes em sala-de-aula. Há, por outro turno, um dado, que poucas pessoas notam: o entendimento equivocado de como inteligentemente afastar-se do magister dixit. Sim, do império do magister dixit (assim disse o Mestre, logo temos que obedecê-lo sem... (continua)

A lição de um Juiz campista para os brasileiros

Certamente o Dr. Abbês, autor da frase da epígrafe, nos chama a atenção sobre a importância do trabalho manual tão relegado pelas camadas mais altas da sociedade brasileira. Recado para os que o menosprezam. E que partiu de alguém que confessava ter vencido na vida porque o trabalho manual aguçou a sua inteligência. Curioso, é que esse detalhe para o desenvolvimento... (continua)

Um livro para nos tornar melhor

O belo comentário que o querido e ilustre médico Adilson Sarmet fez sobre o livro “E se o inesperado acontecer?” do advogado Carlos Magno Villar, comentário do qual pincei uma frase para colocar na epígrafe desta crônica, é no fundo um convite para que despertemos o que há de melhor em nossa alma. Podendo-se dizer ainda com veemência que é um brado com o... (continua)

Aspecto calamitoso das revoluções

O sobrenome Voikov de Vladimir da epígrafe deste texto nos leva a presumir que, talvez, ele tenha como ancestral o químico Pyotr Voikov, que forneceu o ácido usado pelos comunistas (bolcheviques) para dissolver os corpos da família real russa por eles assassinada. Para ser mais claro: o Czar, a Czarina e os cinco filhos do casal. Sim, cinco filhos. Tétrica, medonha dimensão do ódio... (continua)

O olhar ambíguo para alguém que estimamos

Sinto-me um privilegiado por ter estudado no Liceu de Humanidades de Campos, ao andar pelo ginásio lá pelos anos 40 do século passado, pois nesse estabelecimento de ensino, ao lado de vários expoentes da inteligência de nossa Terra, tive como professor o insigne Mestre Gentil de Castro Faria. Ele conquistou os alunos de tal maneira, que nós o acompanhávamos até à porta de... (continua)

Um Olhar Lírico Para a Mulher À Beira-Mar

“Nada mais belo do que uma sereia desfilando na orla marítima”. – Ricardo Maranhão.   Dizem que o demônio quando ficou velho tornou-se ermitão. Seria o que está acontecendo comigo ao comprar livros para ler na praia, quando antigamente nas férias praianas os meus olhos só se voltavam para as moçoilas desfilando com trajes de banho pela orla... (continua)

A aventura suicida das mutações

O Antônio Feliciano de Castilho da epígrafe, célebre poeta e prosador português e um dos renovadores com Herculano e Garrett da literatura portuguesa por eles despertada do marasmo arcádico e pseudoclássico, bem antes do nosso tempo já havia previsto o que está acontecendo agora: a desumanização do ser humano. A exaltação extrema da natureza animal do... (continua)

Humanismo, instrumento fecundo de agregação humana

Há alguns dias tornei-me amigo do francês Gilles Galant num encontro fortuito em mesa de bar. Aliás, o referido intelectual já foi entrevistado por Sthevo Damasceno, o brilhante e atento editor do Mania de Saúde. Nesta aproximação casual com Monsieur Galant, tive a sensação de celebrar com tal fato uma velha amizade. Tomei, assim, mais uma vez consciência de que o... (continua)

Ler não é tresler

A minha crônica publicada no mês passado aqui no Mania de Saúde, tem suscitado debates nas rodas boêmias das noites campistas. Segundo soube, biriteiros de direita e de esquerda quase se engalfinharam por causa do meu texto. O que, aliás, me deixou altamente feliz. Afinal, estou sendo lido, ainda que no reduto dos irmãos da opa, da pândega, da folia regados com muito... (continua)

O vazio da ética moderna

Na crônica do mês passado, disse com outras palavras aqui no Mania de Saúde, que Xenofonte tinha consciência dos seus crimes como general a defender interesses extremamente canalhas dos gregos, em prejuízo de outros povos. Daí alertar os seus comandados, nas planícies da Anatólia, que “os oponentes tinham boas razões para matá-los, já que ocupavam pela... (continua)